Temporada nova, queixas antigas: arbitragem de Luís Godinho mais uma vez prejudica o Porto

FC Porto divulgação
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"Esta equipe está habituada a obstáculos, sempre contra todos”, protestou Herrera após o jogo


A temporada portuguesa começou oficialmente no último sábado, quando o Porto bateu o Aves na decisão da Supertaça Cândido de Oliveira. Época nova, queixas antigas. E é extremamente desagradável ter que começar a temporada já escrevendo texto com queixas à arbitragem (e ao VAR também). Mas, infelizmente, este texto se faz necessário, já que Luís Godinho (árbitro) e Bruno Esteves (VAR) entenderam que Jorge Felipe, depois de abrir o supercílio de Herrera, não deveria ter sido expulso.


Luís Godinho é o árbitro autor de uma das expulsões mais ridículas da história. Vocês se lembram do francês Tony Chapron, que em janeiro deste ano expulsou o brasileiro Diego Carlos depois de tropeçar no zagueiro do Nantes? Pois bem, um ano antes, em janeiro de 2017, Godinho protagonizou uma lambança parecida na partida Moreirense x Porto, pela Taça da Liga. O assoprador de apito português corria de costas e embateu em Danilo, do Porto. Após o encostão, Godinho mostrou amarelo ao volante portista, que já tinha amarelo e, portanto, foi expulso.





O lance repercutiu pela Europa. O Mirror, da Inglaterra, questionou se aquele não teria sido “o cartão vermelho mais ridículo de sempre”.


Reprodução internet
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Cartão vermelho mais ridículo de sempre? Questionou o Mirror


Já o site 101 great goals classificou a expulsão de hilária.


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Para o site em língua inglesa 101 great goals, foi uma "expulsão hilária"


O jornal espanhol As, em sua versão online, considerou aquela como a “expulsão mais injusta da história”.


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Para os espanhóis do As, foi a "expulsão mais injusta da história"


Godinho, que não se desculpou pelo lance com Danilo, colocou na súmula que o amarelo foi por “bocas” (xingamentos) do jogador. O vídeo não esclarece o argumento do árbitro. E, na opinião de três ex-árbitros ao Jornal de Notícias, se fosse por ofensas do jogador, o correto teria sido o vermelho direto. Ou seja, o árbitro, em sendo verdade a razão apresentada na súmula, teria errado ao mostrar o amarelo.


Na França, Tony Chapron foi suspenso e a expulsão de Diego Carlos anulada. Em Portugal, Danilo cumpriu suspensão e, um ano e meio depois, Godinho, que não foi punido, nem advertido, teve como prêmio comandar a arbitragem de uma decisão de título.


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Herrera ficou todo ensaguentado, mas o árbitro sequer marcou falta


E o que acontece na decisão de título? Bem, aos 12 minutos do segundo tempo, quando Porto x Aves empatavam em 1x1, Jorge Felipe soltou o braço no rosto de Herrera, abrindo o supercílio do meia mexicano. Godinho entendeu que o lance foi normal e mandou seguir o jogo. Isso mesmo, o árbitro sequer marcou falta! Logo na sequência, Sérgio Oliveira cometeu uma falta e viu o cartão amarelo. A dualidade de critérios causou indignação do banco de reservas portista e, após protestar, o técnico Sérgio Conceição foi expulso. Num só lance, um cartão vermelho para o Aves (não mostrado) deu causa a um amarelo para um jogador do Porto e a expulsão do seu treinador.


O Jogo
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Unânime: Luís Godinho (árbitro) e Bruno Esteves (VAR) erraram - expulsão perdoada


O jornal esportivo O Jogo tem uma seção chamada “Tribunal d’O Jogo”, no qual três ex-árbitros avaliam as arbitragens dos jogos dos três grandes portugueses. Os três foram unânimes: se Godinho não viu bem o lance da agressão a Herrera, o VAR Bruno Esteves tinha a obrigação, pelo protocolo do VAR, de chamar a atenção ao árbitro. Bruno Esteves, contudo, um árbitro que ao fim da última temporada “graças a Deus desceu de divisão” (palavras do ex-árbitro Jorge Coroado), não interveio. Assim, o ensaguentado Herrera viu o seu agressor passar impune.


O Jogo
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Árbitro ainda deixou de mostrar um amarelo a Amilton por falta sobre Brahimi no 1º tempo


Este foi o mais grave erro de Godinho e do VAR na partida. Porém, não foi a única falha disciplinar do árbitro. Ainda no primeiro tempo, Brahimi sofreu uma falta violenta de Amilton (sim, o mesmo Amilton que fez pênalti em Danilo no empate por 1x1 na temporada passada, mas a grande penalidade não foi marcada). Godinho, contudo, não mostrou amarelo. Um erro, segundo a opinião unânime dos três ex-árbitros d’O Jogo. Brahimi, autor do primeiro gol do Porto no jogo, teve que deixar a partida lesionado logo depois.


Espero que o que aconteceu no Municipal de Aveiro não seja uma amostra do que vai ser a nível de arbitragem e do VAR na temporada portuguesa, cujo campeonato se inicia nesta sexta-feira, 10. Para o bem do futebol português.