Neymar teve noite mágica no Parc, mas poderia ser menos egoísta

Divulgação/PSG
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Neymar deu espetáculo, mas deveria ter deixado Cavani cobrar o pênalti desta vez


A torcida estava com saudades de ver o Paris Saint-Germain em casa, e parece que os jogadores também. Em um Parc des Princes lotado, diante de um Dijon que não gosta de se defender, e com uma dupla de ataque inspirada: a receita estava pronta para o espetáculo, e não nos desapontamos.


Foi simplesmente fantástico: 8 a 0, com Lo Celso e Draxler crescendo cada vez mais no meio de campo, Di María brilhando novamente em 2018, Cavani igualando o recorde histórico de Ibra e ele, Neymar Jr., colocando seu terno e gravata e sendo o astro maior do show.


Neymar jogou muito. Deu caneta, chapéu, duas assistências e incríveis quatro gols, sendo um deles uma pintura. Não canso de repetir: como é bom vê-lo com a nossa camisa. Neymar é gênio, um extraterrestre que simboliza a mais pura definição de futebol-arte, ou o “joga bonito” do Brasil. Mesmo com dores nas costelas, o camisa 10 fez uma de suas maiores apresentações da carreira.


Mas nem tudo são flores neste parque. Ney já havia balançado a rede três vezes. A goleada estava garantida e Cavani sofreu pênalti. Era a chance do uruguaio anotar o seu 157º gol pelo Paris e ultrapassar Ibra como o maior artilheiro da história do clube, e diante de nossa torcida, que cantava seu nome. Mas Neymar colocou a bola embaixo dos braços, sob algumas vaias da torcida, e cobrou a penalidade. O camisa 10 teve noite incrível, mágica, mas esta falta de companheirismo é o que irrita muita gente. Não custava nada deixar o companheiro cobrar só desta vez, visto que seria um gol histórico.


Divulgação/PSG
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Com 156 gols, Cavani igualou Ibra como os maiores artilheiros da história do PSG


Enfim, foi uma atitude infeliz de nosso gênio e mais recente ídolo – apesar de sua cobrança ter sido perfeita, como de costume. Mas bola para frente. Cavani logo ultrapassará Ibra e ficará ainda mais em nossos corações. Aliás, bela atitude do uruguaio, que não reclamou por não ter cobrado e até aplaudiu e abraçou o brasileiro.


ICI C’EST... PARIS!