PSG tem problemas, mas se apoia nos talentos individuais contra o Real Madrid

Divulgação/PSG
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Neymar é a grande esperança parisiense


O grande duelo se aproxima.


Desde o sorteio do dia 11 de dezembro, não há como tirar o poderoso Real Madrid da mente do torcedor parisiense. De lá para cá, pouca coisa mudou no Parc: o time seguiu dando show nos campeonatos nacionais, algumas polêmicas surgiram aqui e acolá, Cavani continua fazendo seus gols, Mbappé ainda é o xodó da torcida, Neymar garante a magia e a liderança técnica, e o sistema defensivo continua mostrando alguma insegurança na hora de recompor.


Do lado espanhol, os parâmetros também não se alteraram muito. A equipe persiste em seus altos e baixos, algumas peças individuais não funcionam como o habitual, Zidane é questionado, mas há de se ressaltar sempre: não se enganem pela má fase, o Real Madrid sempre é o time a ser batido.


O duelo da próxima quarta-feira (14) na capital espanhola ainda surge como uma interrogação. O Paris pode ser, na teoria, o favorito, especialmente pela fase dos Merengues, mas para um clube que pipocou tantas vezes diante de gigantes no cenário europeu nos últimos anos, ter essa “vantagem” pode ser algo enganoso. Devemos levar em consideração também o fato de os nossos dois principais defeitos ainda não terem sido corrigidos: o lateral-esquerdo e o primeiro-volante.


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Kurzawa ainda é bastante questionado pela torcida


Na esquerda, Kurzawa alterna momentos de brilhantismo ofensivo, como os três gols diante do Anderlecht e o golaço contra o Lyon, mas nem assim consegue ganhar a confiança do torcedor, com seus inúmeros cruzamentos errados e erros defensivos infantis. Seu reserva, Yuri Berchiche, ainda está ganhando confiança aos poucos, e por enquanto não parece ameaçar a vaga.


No meio de campo, Thiago Motta permanece se recuperando de lesão, e será desfalque mais uma vez. O clube até contratou o bom Lass Diarra, mas o francês ainda está totalmente sem o ritmo de jogo necessário para um duelo deste tamanho. Lo Celso fez bem a função diante de equipes menores, mas não pode atuar ali contra um gigante. Rabiot seria a opção mais confiável, mas já vimos contra o Bayern o quanto a equipe perde sem um cão de guarda de ofício no setor.


Enfim, se os problemas tiram o sono do torcedor mais fanático, sempre há o talento individual para se apoiar. E com Di María voando em 2018, além do fantástico trio MCN, as esperanças de fazer um bom papel em Madri se multiplicam. Obviamente que todos os olhares estarão voltados a Neymar, como sempre, e a torcida parisiense sabe que é em nosso camisa 10 onde a maior parte da fé tem de ser depositada, especialmente nas grandes noites.


Que o Paris Saint-Germain finalmente aprenda com os erros do passado recente e saiba se impor como visitante diante do gigante espanhol. Agora é a hora de todos mostrarmos do que somos feitos.


ICI C’EST... PARIS!