Existe vida sem Neymar em Paris?

Getty Images
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Neymar será desfalque no jogo de volta contra o Real Madrid


O maior medo do torcedor parisiense se realizou. No clássico vencido diante do Marselha (3x0) no último domingo, Neymar se machucou sozinho e saiu chorando bastante de maca. Exames realizados nesta segunda-feira (26) confirmaram não só uma entorse no tornozelo direito, mas também uma fissura no quinto metatarso. Como sou leigo, procurei algumas opiniões de especialistas na área que me garantiram: só um milagre fará Neymar estar em campo no dia 6 de março, no duelo de volta contra o Real Madrid no Parc des Princes.


Como toda desgraça é pouca para a gente em mata-mata da Champions, nosso zagueirão Marquinhos também teve contusão confirmada: uma lesão de grau um no quadríceps esquerdo. Mas no caso do defensor, é provável que esteja à disposição de Unai no grande duelo.


A pergunta que não quer calar é: será o PSG capaz de reverter um resultado diante do todo-poderoso Real Madrid sem a presença de seu craque maior?


Até o momento, o único desafio de peso que o Paris teve sem a presença de Neymar em campo foi na derrota diante do Lyon (2x1), pela Ligue 1. Com 28 gols e 16 assistências em 30 jogos pelo Paris, é nítida (mas não total) a dependência do camisa 10. Mas o que a frieza dos números não mostram é a sua liderança técnica em campo, no quanto a equipe o busca para iniciar, criar e finalizar as jogadas, e quando o desespero aperta, a solução é sempre a mesma: bola para Neymar que ele resolve.


Não era de se esperar algo diferente, já que este comportamento acontece sempre quando se tem um craque do calibre de Neymar em campo. Mas a forma como a equipe dependeu dele no jogo de ida foi algo fora do comum na temporada, sendo literalmente a única válvula de escape do time.


Em Paris, é melhor Unai começar a focar incessantemente nos treinamentos em uma forma mais distribuída de jogo. Seja Di María (em grande fase e principal candidato), Draxler ou Pastore o substituto, a perda técnica será obviamente grande, mas moralmente também, sem ter a esperança da estrela maior resolver a qualquer momento.


Divulgação/PSG
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Em grande fase em 2018, Di María deverá ser o substituto


O PSG tem ótimas opções ofensivas que podem fazer a diferença contra o Madrid mesmo sem Neymar em campo. Cabe à equipe como um todo se concientizar de que será obviamente mais difícil sem o brasileiro, mas que está bem longe de ser uma missão impossível também. Que esta ausência sirva para o time se livrar das amarras de esperar que Neymar resolva qualquer perrengue, e o coletivo possa crescer de forma mais equilibrada.


O desafio, que já era grande, ficou enorme, mas ainda acredito com tranquilidade que temos condições de nos classificar.


ICI C’EST... PARIS!!!!!!