O PSG ainda é muito imaturo para a Champions League

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Verratti simboliza como o PSG ainda é imaturo diante dos gigantes europeus


O sonho da Champions foi adiado mais uma vez. Diante do Real Madrid, no Parc des Princes, o Paris Saint-Germain demonstrou mais uma vez que o caminho para conquistar o continente será longo.


Para começar, é óbvio que Neymar fez falta. Todo o time foi construído em volta dele, e sem o camisa 10, seus substitutos não deram conta do recado. Diante de uma marcação perfeita dos espanhóis, ninguém se mostrou apto a dar o drible que fura qualquer esquema. Mas também é bom lembrar que perdemos com Neymar em campo na capital espanhola, então não dá para colocar a conta da eliminação em sua ausência – até porque dava para ter feito muito, muito mais com os jogadores que estavam em campo hoje.


O Paris, mais uma vez, pecou nos detalhes e acabou sendo engolido. Nos erros infantis de Dani Alves e Rabiot, na expulsão completamente imbecil de Marco Verratti, na falta de recomposição que nos acompanha desde o início da temporada. Assim como na ida, pecamos individualmente e coletivamente diante de um Real Madrid muito poderoso na parte mental e totalmente ciente do que queria.


A torcida fez sua parte durante a semana, mas, mais uma vez, não foi correspondida em campo. Não acho que faltou garra ou que demos aquela “pipocada” de anos anteriores, simplesmente não tivemos força suficiente para bater o atual bicampeão europeu, repetindo alguns defeitos já decantados várias e várias vezes.


Um time de Champions não se faz da noite para o dia, e temos que considerar isso. Mas existem aqueles casos de equipes sem tanta tradição no torneio – e com elencos inferiores ao nosso - que conseguiram eliminar os gigantes nos anos anteriores, mais uma prova de que, além da experiência, nos faltam pessoas melhores dentro do clube, à altura daquelas que sofrem por essas cores.


Na noite de hoje, Areola foi disparado o melhor em campo, assim como no Bernabéu. E isso já diz muito sobre como fomos inferiores ao adversário.
Há muito o que se repensar dentro do PSG. Falta liderança à altura da equipe no banco, falta maturidade dentro das quatro linhas, falta gente para assumir a bronca e chamar a responsabilidade durante um grande duelo de Champions.


Mas acima de tudo falta construir uma personalidade, que não se abata diante das dificuldades, algo que o time da década de 1990, por exemplo, muito menos badalado e talentoso, tinha de sobra.