Conquista da Copa da França encerra uma temporada que faltou algo ao PSG

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Thiago Silva levantou a 12ª Copa da França da história do PSG


O PSG conquistou nesta terça-feira (8) sua 12ª Copa da França, ao vencer o Herbiers por 2 a 0. Com mais esta taça, o Paris se consolida ainda mais no cenário nacional, conquistando o seu terceiro quadruplé (os quatro troféus nacionais) em quatro anos. Quando o projeto da QSI tomou forma, em 2011, muita gente esquece que, além do sonho europeu, um dos principais objetivos era o de criar rapidamente uma hierarquia na França, o que hoje podemos dizer que conseguimos.


Ainda assim, a temporada 2017-2018 do PSG foi fora do normal. A começar com a chegada de Neymar Jr., que balançou todas as estruturas do clube. Com seu peso dentro e fora de campo, Neymar fez o Paris mudar de patamar enquanto esteve atuando, além de mostrar ao clube que, para ser um gigante mundial, deve-se também estar atento aos mínimos detalhes de gestão fora das quatro linhas, o que o PSG ainda não se mostra preparado.


Ganhamos todos os títulos nacionais possíveis, nos classificamos em primeiro lugar em um grupo da Champions que tinha o poderoso Bayern de Munique, mas caímos sem oferecer muita resistência no jogo de volta, em casa, diante do Real Madrid. Como dito em outras ocasiões, o Paris ainda é muito imaturo para conquistar a Europa, dentro e fora de campo. Mas era tolo quem pensava que o caminho não seria árduo. Aos poucos, vamos nos estruturando em direção ao sonho maior.


Para a temporada que vem, é necessário manter as estrelas do elenco e repor algumas peças chave, como Thiago Motta – que não joga bem há tempos e não tem um substituto. Vale deixar claro também que precisamos de um treinador que não só saiba de futebol no sentido tático, mas principalmente no gerenciamento de um grupo estrelado e vaidoso. Unai Emery falhou muito neste quesito, e por isso sai do Parc des Princes sem deixar saudades. Fala-se bastante no alemão Thomas Tuchel, sem clube desde que deixou o Borussia Dortmund em 2017. Um treinador jovem, amante do futebol-arte e com traços disciplinadores, mas com uma personalidade tão forte que é comum vê-lo batendo cabeça especialmente com membros da diretoria. Abordarei mais sobre Tuchel no futuro, caso a contratação seja realmente confirmada.


Enfim, ainda restam mais dois jogos da Ligue 1 pela frente e alguns recordes a serem buscados pelo Paris, mas do jeito protocolar que a equipe vem jogando desde que conquistou a taça, não podemos esperar tantas emoções assim.


A temporada se encerra mais uma vez com aquela sensação de que faltou algo, e que por mais que passos estejam sendo dados, a cada ano a expectativa não se mostra atendida. Ainda assim, acredito em uma evolução do clube, e que dias melhores virão não só no cenário nacional.


ICI C’EST... PARIS!!!!!!!