Mudanças na divisão de poder no PSG após a Copa

Getty Images
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Mbappé volta ao PSG nos braços do planeta


A Copa do Mundo 2018 reservou algumas surpresas em campo, e não é exagero dizer que o ambiente interno e externo do Paris Saint-Germain sofrerá algumas alterações a partir de agora. Para começar, o clube trouxe um dos maiores desfalques do Mundial: o goleiro italiano Gianluigi Buffon. Um dos gigantes em sua posição na história do futebol resolveu abdicar da aposentadoria e encarar um clube internacional pela primeira vez, dispensando propostas de outros grandes para assinar com o Paris. Uma enorme adição ao projeto, mostrando o quão confiável e respeitável é o trabalho no clube, trazendo uma lenda viva sedenta para ganhar a Champions, além de um líder extremamente respeitável para o elenco.


Muitos esperavam que a Copa 2018 fosse aquela que consagraria Neymar Jr. Porém, sua contusão que o deixou afastado de jogos oficiais por cerca de quatro meses contribuiu para um desempenho bem abaixo do esperado, onde o craque saiu de campo ridicularizado por torcedores e membros do futebol, até mesmo pelo presidente da FIFA. Neymar talvez viva hoje o ponto mais baixo de sua carreira. Caberá a ele dar a resposta neste momento. Se continuará dando motivos aos que o perseguem ou demonstrará superação diante os que o veneram. O camisa 10 fez uma ótima temporada pelo Paris, mas sua contusão o tirou do momento principal. Além disso, seus rompantes de protagonismo em detrimento do sucesso coletivo em momentos chave irritaram a muitos, inclusive uma torcida que sempre esteve pronta a endeusá-lo. É a hora do craque vivenciar o seu divisor de águas.


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Cabe a Neymar dar a volta por cima após o Mundial


Mas não se enganem: Neymar ficará em Paris e ainda será o pilar central de todo o projeto. Por mais arranhada que esteja sua imagem, é ao redor dele que estará construído o time de Thomas Tuchel. Mesmo com um fenômeno chamado Mbappé ao seu lado. O garoto francês assombrou no Mundial, acabando com qualquer status de promessa para tornar-se uma realidade entre os maiores. Kylian voltará ao Parc nos braços dos franceses e com a admiração de todo o planeta, o que fará sua responsabilidade crescer, além de forçar seu amigo Neymar a subir alguns degraus e dar a volta por cima. Individualismos serão menos aceitos agora, o que coloca uma pressão maior em todo o grupo.


Meunier foi outro que se destacou bastante no Mundial. Na grande campanha belga, o lateral mostrou evolução no mais alto nível, sendo mais uma vez decisivo no ataque e muito consistente na defesa, ao ponto de anular seu companheiro Neymar nas quartas de final. Daniel Alves, até então titular indiscutível da posição, terá que correr atrás na disputa pela vaga, quando recuperar-se de sua contusão séria.


Divulgação/PSG
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Cavani fez mais uma ótima Copa


Edinson Cavani e Thiago Silva brilharam na Copa, calando os críticos que os perseguiam por preconceitos ou movidos à implicância juvenil, mas quem acompanhou o PSG nos últimos anos não se surpreendeu com o desempenho da dupla. Draxler afundou com a Alemanha, enquanto Rabiot (muito perto de sair do clube) terá de remar muito para reconquistar a confiança de todos após mais uma de suas inúmeras demonstrações de arrogância, algo que persegue desde sempre o talentoso, porém iludido jogador. Kurzawa permaneceu no clube a pedido do novo treinador, mas terá de mostrar a que veio, especialmente se Alex Sandro realmente chegar. Verratti, outro diamante bruto, também deve uma resposta, especialmente nos momentos decisivos, onde costuma sumir ou fazer besteira.


Alguns jogadores podem chegar, e outros deixar o elenco, como Pastore e Berchice já fizeram. Mas o certo é que a ordem de poder dentro do grupo sofrerá mudanças. O equilíbrio interno será maior, e quem fugir disso não terá a paciência da torcida. É hora de muitos mostrarem maturidade e união em prol dos objetivos do clube, e quem sabe Tuchel consiga finalmente dar uma personalidade a esta equipe.


ICI C’EST... PARIS!!!!!!!