O mundo ainda segue aos pés do Real Madrid

Após ser o único time a conquistar a Champions League duas vezes consecutivas (nos moldes atuais), o Real Madrid foi a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, com a missão de se tornar também o único time a ser campeão mundial duas vezes consecutivas (também nos moldes atuais de disputa). E foi isso que a equipe comandada por Zidane fez. Pode não ter sido com brilhantismo, mas fez. E merece respeito por isso.


O Grêmio foi um rival extremamente aguerrido, mas que se apequenou diante da grandeza do Real Madrid. Esse, inclusive, foi o grande erro do time comandado pelo falastrão Renato Gaúcho. Os gaúchos tinham, sim, condições de sair com a vitória. É um excelente time. Mas nós tínhamos Cristiano Ronaldo.


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Sempre ele


O Real Madrid chegou a cinco títulos conquistados no ano. Somam-se aos dois já citados acima a La Liga, a Supercopa da Espanha e a Supercopa da Europa, que fazem de 2017 o melhor ano da história do clube, pelo menos no que diz respeito a títulos. Essas conquistas também fazem de Zinédine Zidane o segundo técnico mais vitorioso da história do clube, empatando a marca de oito títulos de Luis Molowny, e ficando atrás apenas de Miguel Muñoz, que levantou 14 taças. A diferença é que Molowny esteve no comando do time por 180 jogos e Muñoz, técnico mais longevo da história, em 604 partidas. Zizou tem apenas 155 e menos de dois anos a frente da equipe.


É impossível falar de toda esse domínio e não citar o melhor jogador de futebol do mundo. Aquele que, junto com um certo argentino, domina com ampla folga o futebol mundial há 10 anos. Cristiano Ronaldo fez tudo e mais um pouco nesses dois anos em que o mundo o aplaudiu e aplaudiu o Real Madrid de pé, fazendo reverência aos títulos coletivos e individuais conquistados. O português, que alguns ainda insistem em criticar, é apenas o maior artilheiro do Madrid, maior artilheiro da seleção portuguesa, maior artilheiro da Champions League, maior artilheiro da Copa do Mundo de Clubes, e maior artilheiro da Euro. E há quem diga que ele só faz gol fácil.


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Por favor, continuem a criticá-lo


Mesmo sendo isso tudo, Cristiano não foi eleito o melhor jogador do mundial. Ao contrário de toda a pompa e elegância que sempre são características do gajo, o melhor de todos foi um atleta muito mais discreto, mas que joga em altíssimo nível há anos e que finalmente está honrando a camisa 10 do Real Madrid, que tanto sofreu desde a saída de Figo: Luka Modric, o melhor meia do futebol mundial. Um dia eu e todas as pessoas que acompanham futebol atualmente poderemos dizer "tive a honra de ver Modric jogar". E como joga, meu Deus do céu! É claro que nunca vencerá o prêmio de melhor do mundo. Além da injusta disputa com o camisa 7 da sua própria equipe, seu jeito discreto sempre faz com que trabalhe para que outros e o coletivo brilhe. Então criem um prêmio para esse croata, porque ele merece!


E, ainda falando de premiações, a última edição do The Best, da Fifa, consagrou, além de Zidane, Cristiano Ronaldo e Modric, outros três madridistas: Sergio Ramos, Marcelo e Toni Kroos. Perceberam? Ao longo de um ano, assim como no anterior, o time e seus atletas ganharam títulos e prêmios de todas as formas possíveis e imagináveis, em todas as competições que participaram. Acho que está de bom tamanho pra considerar o Real Madrid altamente respeitável e temível, não?


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Como um maestro, um verdadeiro camisa 10


É claro que a atual temporada ainda está longe do ideal. Algumas peças saíram, outras de menos experiência mas enorme potencial chegaram, e os resultados ainda estão irregulares. Mas as coisas parecem estar começando a voltar para os eixos a conquista do sexto título mundial pode ajudar, e muito, a afastar de vez a má fase. Para sorte de todos nós, torcedores do Real Madrid, e azar de vocês, rivais.



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