4 pontos que o Real Madrid precisa corrigir para enfrentar o PSG

Depois de esboçar reação nas goleadas sobre Deportivo La Coruña e Valencia, o Real Madrid voltou a decepcionar no empate de 2 a 2 com o Levante. A equipe foi incapaz de definir o resultado diante de um adversário que não vence ninguém em La Liga desde novembro. Os problemas recorrentes em 2017/18 saltaram novamente aos olhos no momento mais importante da temporada, na reta final da preparação para enfrentar o Paris Saint-Germain, pelas oitavas de final da Champions League.


La Liga já deixou de ser alcançável há tempos, e o time joga apenas para confirmar a permanência no G4. O adeus na Copa também foi precoce. Em uma temporada na qual o sonho era ganhar o triplete, restou apenas a competição europeia como oportunidade de título. A perspectiva, porém, não é nada boa, dadas a fragilidade atual do Madrid e a qualidade do próximo adversário.


A chance de um desfecho melancólico para a temporada, ainda no começo de março, é enorme. Seria um fracasso intolerável para um elenco desse porte. É comum ouvir o clichê “na Champions o Real Madrid é outro”, mas o comando técnico não pode se agarrar a essa superficialidade se quiser chegar às quartas, como visto contra o Tottenham na fase de grupos. Ajustes são urgentes, e o Minuto 93 enumerou os quatro principais para o confronto com o PSG. Confira:


Recomposição defensiva


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Marcelo recuperou seu nível no ataque, mas sofre em demasia pela exposição defensiva


A maior dor de cabeça está na organização da defesa. A recomposição é um caos. Jogo sim, jogo também, a equipe rival consegue entrar livre na área para ficar cara a cara com Keylor Navas, mesmo com o Real Madrid à frente no placar. O time sofreu gol em 22 das 36 partidas da temporada.


Não precisa de doutorado no MIT para calcular o risco que isso representa contra Neymar, Mbpappé, Cavani e cia. E o contra-ataque letal dos franceses causará muitos danos se o sistema defensivo não apresentar uma considerável evolução no confronto.


Bola parada ofensiva


Responsável por diversos resultados em 2016/17, a bola parada pouco deu o ar da graça até aqui para resgatar o Madrid em momentos decisivos. A conexão Kroos-Ramos, principal expoente desse recurso na temporada passada, apareceu pela primeira vez no gol contra o Levante, e só teve esse desfecho porque Benzema atrapalhou o goleiro.


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Crucial em 2016/17, conexão precisa aparecer contra os franceses


A retomada dessa parceria pode ser decisiva para superar o PSG. Bale, fora de combate em muitos períodos de 2016/17, é outro que pode ser fatal nesse aspecto. Boa parte dos gols que o PSG sofreu nesta temporada, vale destacar, saíram justamente de bola parada.


Soberania do meio-campo


O setor de Casemiro, Kroos, Modric e Isco foi dominante nas melhores partidas do Real Madrid na última temporada, e pavimentou o domínio da equipe nos principais duelos. Alguns meses depois, o cenário se modificou. O 4-3-1-2 de Zidane ficou manjado, e a solução encontrada pelo treinador foi o retorno ao 4-3-3. Dos jogadores citados, apenas Modric vive ótima fase.


Casemiro e Kroos fazem temporada bem abaixo do que podem, e Isco pagou o pato por não ser um titular indiscutível para Zidane. Prescindir do espanhol em um duelo no qual o time precisa dos jogadores mais decisivos parece uma atitude pouco inteligente. Além disso, há de se reajustar posicionamento e movimentação do brasileiro e do alemão para resgatar um setor que já levou essa equipe à glória.


Precisão nas finalizações


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A pontaria precisa estar afiada


O Real Madrid é, disparado, o time que mais finalizou em La Liga 2017/18. Com um jogo a menos em relação a quase todos os outros do campeonato, já foram 408 arremates. Desses, apenas 45 encontraram as redes, em uma sofrível média de nove finalizações para um gol. Melhor ataque do campeonato, com 60 tentos, o Barcelona finalizou 66 vezes a menos que o Madrid, e é o segundo nesse quesito.


Essas estatísticas refletem a enorme dificuldade que a equipe encontra para marcar. Vários goleiros já se consagraram diante da ineficiência madridista na cara do gol. Maior goleador do elenco na Liga, com oito, Cristiano Ronaldo está atrás de dez jogadores na artilharia geral da competição. Na Champions League, porém, ele lidera o quesito, com nove gols em seis jogos. Como é de praxe, a eficiência do português para definir as jogadas será essencial para as pretensões do Real Madrid. E nada mal se seus companheiros também resolverem acertar o alvo.