As opções de Zidane para enfrentar a Juventus

Lucas Vázquez e Asensio estão em grande fase e foram decisivos contra o Paris Saint-Germain. Entre lesões e oscilações, Bale voltou em forma dos amistosos com o País de Gales e foi o melhor em campo na vitória sobre o Las Palmas, por 3 a 0. Melhor jogador do Real Madrid em diversos momentos dos últimos meses, Isco está inspiradíssimo pelo show que deu contra a Argentina, na humilhação por 6 a 1.


Entre esses quatro, Zinédine Zidane deverá escolher apenas um para ser titular no Allianz Stadium, na primeira partida do confronto com a Juventus. A relação candidato/vaga é tão grande, pois, salvo catástrofe, Casemiro, Kroos, Modrić, Cristiano Ronaldo e Benzema estão garantidos em campo. Não que o francês mereça essa condição — pelo contrário.

A situação de Benzema já nem desperta mais raiva ou qualquer outro sentimento primitivo. É digna de pena. A bola chega ao atacante e ele mesmo tem absoluta certeza de que perderá o gol. Converteu os dois pênaltis que bateu, diante de Alavés e Las Palmas, mas a confiança seguiu em nível trágico.


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No cenário ideal, Bale entraria no lugar de Benzema no ataque


Um jogador nesse estado pode pesar contra o time em uma eliminatória equilibrada. Some a isso o fato de que ele marcou apenas um gol nos últimos nove confrontos de mata-mata na Champions — contra o Napoli, nas oitavas de final da temporada passada. Apesar de todos esses fatores que depõem contra Benzema, sua titularidade é inquestionável para Zidane.


Assim sendo, voltemos aos quatro postulantes da última vaga, que podem preencher o meio-campo ou o ataque. A última partida europeia em que o Real Madrid jogou com três atacantes foi na visita ao Bayern, pela ida das quartas de final em 2016/17. Desde então, Bale se machucou, Isco tomou conta da posição na reta final da última temporada e, nesta, Lucas Vázquez e Asensio pediram passagem.


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A dupla é de sucesso, mas nenhum deve ser titular contra a Juventus


A Juventus defende com uma linha de cinco e raramente prioriza a posse de bola em jogos contra grandes adversários. Por essas condições, é difícil imaginar que Lucas Vázquez, líder de assistências do elenco na temporada, e/ou Asensio, terceiro maior artilheiro, iniciem a partida. São jogadores que agregam, sobretudo — embora não apenas —, no contra-ataque. O cenário em Turim parece pouco propício a ambos, que devem entrar no segundo tempo, a depender da necessidade.


Em relação a Gareth Bale, sua entrada, em tese, representaria um retorno ao 4-3-3. Contra o Las Palmas, entretanto, o galês atuou como meia aberto pela esquerda no 4-4-2 de Zidane, e Asensio foi o segundo atacante. Dessa forma, é válido cogitar uma variação com Casemiro e Kroos centralizados, Modric e Bale abertos e a dupla Cristiano-Benzema no ataque. Uma hipótese, mas também é improvável que o treinador execute uma formação inédita em um duelo tão importante.


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Baile contra a Argentina e reivindicação pública de mais chances no Real Madrid


Pelas últimas escolhas de Zidane, e pelas características específicas que envolvem o confronto com a Juventus, tudo leva a crer que Isco será o escolhido para começar o jogo no Allianz Stadium. A princípio, o time atuaria no 4-4-2 losango que predominou na reta decisiva de 2016/17.


Mas a lição da final da Champions, vencida contra a mesma Juventus, pode determinar um deslocamento do meia espanhol para a esquerda. Na decisão, ele não teve vida fácil quando estava centralizado, no primeiro tempo. Com a mudança na etapa final, mais aberto, desequilibrou a partida e foi fundamental para La Duodécima.