Cristiano, Real Madrid e Champions: a relação mais forte da história do futebol

Ontem mesmo, todos discutiam quem seria titular. Vai o Asensio, o Vázquez, o Bale ou o Isco? Dediquei meu tempo a escrever sobre isso. Vocês, leitores, despenderam alguns minutos de seus dias — ou não. Ainda assim, o tema parecia importante. Peço perdão a todos por tê-los enganado.


É Champions League. É Real Madrid. E só importa Cristiano Ronaldo. Tudo — absolutamente tudo — fica em segundo plano perante o gigantismo dessa combinação. É a relação jogador-clube-torneio mais forte em toda a história do futebol de alto nível.


Getty Images
Getty Images

Por esse ângulo é lindo


Fica até pedante atualizar recorde atrás de recorde a cada vez que ele entra em campo com essa camisa numa noite europeia. O maior artilheiro com cento e tantos gols, o que fez gols em mais jogos consecutivos, o que mais marcou em mata-mata. Uma porrada de informações e estatísticas que tenta mensurar o impacto dele.


Aí o português chega e simplesmente mete uma bicicleta incorrigível contra o provável melhor goleiro de todos os tempos. Em um estádio dos infernos, contra um adversário dos infernos. Um cenário em que a maioria sucumbiu. Como se mensura isso?


E antes, tinha feito o gol mais rápido que a Juventus tomou em casa na história da competição — já estou tentando mensurar também. 


O jogo tava difícil pra cacete mesmo com o gol precoce. É sempre assim. O adversário ganha corpo. Acha que vai dar. Aí Cristiano e Real Madrid enfiam um punhal nessas pretensões. Deve ser muito escroto estar do outro lado. É até injusto, pra falar a verdade.


Getty Images
Getty Images

Por esse também


Depois da cena que gerou incredulidade e aplausos de resignação, Dybala ainda fez questão de ser expulso para se certificar de que acabaria por ali. Não poderia acontecer mais nada. Mas aconteceu, dessa vez com protagonismo de Marcelo — e passe de Cristiano.


Os rivais garantem que a Champions já tem dono de novo. Não tenho essa convicção. Certeza eu tenho é de que a distância temporal vai deixar bem clara a importância do que se viu nessa noite no Allianz Stadium.


Falam da virada do United em cima do Bayern; do voleio do Zidane em 2002; do hat-trick de Ronaldo Fenômeno em pleno Old Trafford; da reação do Liverpool em 2005; dos trocentos gols do Messi em um jogo; do lençolzinho no Arsenal; dos gols de Ramires e Torres no Camp Nou; daquela cabeçada do Sergio Ramos. Já falam de infinitos momentos de Cristiano Ronaldo. E falarão, com brilho especial nos olhos, de quando ele meteu uma bicicleta contra a Juventus do Buffon.