A 'TestosteRoma' ficou estéril: 2018 será como todos os outros anos

Getty Images
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Foram necessários dez dias para a Roma voltar à vida real.


Em 20 de dezembro, quarta-feira, a primeira aparição na Coppa Italia. Não havia partida de retorno, mas havia a Juventus no sábado seguinte. Di Francesco lançou uma escalação de reservas – do 1 ao 11 – que não perdeu a oportunidade de decepcionar. A falta de entrosamento pesou, principalmente levando em conta o retorno dos lesionados Émerson e Schick, que mal haviam jogado na temporada. O jogo em si foi bastante divertido, com chances claras para os dois lados. De todo modo, a Roma enfrentava diversos cagaços vindos do alto, e a defesa, ignorando os alertas do goleiro Skorupski, assistiu (a) De Silvestri abrir o placar.


A forte pressão no segundo tempo funcionou – para o Torino, que aproveitou outro sonho de uma noite de verão da defesa para ampliar. Dzeko entrou em campo e perdeu um pênalti (muito do questionável). Schick diminuiu, e ainda houve aquela pressão desesperadora de acréscimos. Nada que impedisse a eliminação precoce da Roma na competição em que ela mais carrega, em tese, o risco de ser campeã. “Melhor para o calendário”, “os concorrentes na Serie A vão se enfrentar”, “se desgastaria pegando Juventus e/ou Napoli” surgiam como consolos retroativos.


Em 23 de dezembro, os romanistas visitaram a Juventus para acumular outro revés. Quanto a isso, não há qualquer novidade: como qualquer outra equipe italiana, a Roma sempre apanha da Juventus em Turim. O gol saiu dos pés de Benatia, depois de dois pequenos milagres de Alisson. Isto é, em uma cobrança de escanteio, os mandantes tiveram três chances seguidas de finalizar dentro da pequena área, como se ligassem o Winning Eleven na dificuldade amadora. Uma comédia de erros encerrada por Schick, que já nos acréscimos ganhou um gol de Benatia e, cara a cara com Szczesny, com tempo, com espaço, carregando a bola com sua perna forte, arrematou em cima do goleiro. Um empate valiosíssimo jogado no lixo, após mais uma partida de baixa criatividade – as duas principais chances da Roma surgiram de deslizes da defesa bianconera.


Em 30 de dezembro, a tempestade. Contra o Sassuolo, a Roma indesculpavelmente parou de jogar futebol após abrir o placar. No segundo tempo, sofreu o empate em outra bola aérea fértil em derrames defensivos. Florenzi ainda desempatou no fim do jogo, mas o VAR, que já havia anulado um gol de Dzeko, cortou a festa romanista. Dessa forma, a equipe de Di Francesco completa um mês escasso, muito escasso. Quão escasso?


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E antes disso, um empate (1x1) cedido ao Genoa


A equipe simplesmente não faz mais gols. Mais preocupante do que isso, a dificuldade é imensa para criar situações de perigo concreto. A “TestosteRoma” sumiu. Presepadas como este empate, bem como a chance perdida contra a Juventus (bem como o empate cedido para o Genoa; bem como o empate contra o Chievo; bem como o fato de só ter derrotado o Cagliari em casa com um gol sem querer aos 95 minutos), apenas nos relembram do lugar da Roma, uma instituição com dificuldade crônica de andar para frente. Tudo muda para permanecer exatamente como está: este não será o ano da Roma, mais uma vez. Na melhor das hipóteses, o vice-campeonato virá no fim da temporada. Enquanto o estádio próprio não for construído, este será o ciclo. No próximo mercado, o agridoce de decepção e esperança. Depois, o ânimo. E então, a queda – não com um estrondo, mas um lamúrio.


(PS: Salah sozinho tem 6 gols e 3 assistências em dezembro.)