Santos: Lucas Lima poderia ser Diego, mas preferiu ser Ganso

Diego saiu do Santos em 2004 com forçação de barra por parte de seu pai - publicamente, claro (internamente não há como saber o que ocorreu). Deixou o clube com um título de Brasileiro e um vice na Libertadores, com a torcida o amando até hoje, 13 anos depois, mesmo com zero indicativo de que um dia ele voltará a atuar pelo Santos.


Paulo Henrique Lima, o Ganso, saiu do Santos em 2012 com um título de Libertadores, um de Copa do Brasil, um vice do Mundial. Só que forçou tanto a barra para sair, incluindo negar aumento de salário superior ao que receberia no São Paulo, que toda a torcida pegou raiva do meia. Ninguém que torça para o Santos, em sã consciência, quer vê-lo novamente com a camisa do clube.


Gazeta Press
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Você tatuaria a si mesmo?


Lucas Lima, que nunca ganhou nada importante com o Santos (repito: Paulista não vale absolutamente nada), forçou a barra para sair de maneira ainda pior que a de Ganso - leia-se: nunca assumiu nada, mas toda e qualquer apuração indica pedidos e pedidos para sair, além de invenção de propostas que oficialmente nunca chegaram ao clube -, forçou diversos cartões amarelos para atuar em menos partidas (ou algo além disso explica um meia ser o jogador com mais cartões no Brasileiro?) e, no final de sua passagem, simplesmente andou em campo, se recusando a marcar em mais de um lance de gol adversário.


Lucas Lima poderia sair do Santos como um Diego moderado: ganhou menos coisas, mas tentou, foi destaque em Libertadores, foi o melhor do time por um período de tempo. 


Mas optou por sair como Ganso, só que pior: sem títulos. E igual no mais lamentável quesito de Ganso: acertar com rival ainda como jogador do clube. 


Só falta tirar foto com a camisa do Palmeiras dentro da Vila Belmiro...


Saída política, mas correta


O afastamento do meia é corretíssimo - inclusive, deveria ter sido feito há rodadas. Mas, neste momento, é apenas uma jogada política. O candidato de situação, que tenta a reeleição nas eleições do clube, em dezembro, esperou até o limite para agradar a torcida, que não quer mais Lucas no time. Tenta angariar votos desta maneira? Creio que sim. 


Ao torcedor, peço que faça essa leitura e não caia nessa. Fique feliz pelo afastamento, não dê créditos a mais a quem tomou a atitude com atraso.


Neste blog, antes que me acusem, já falei que não deveríamos criticar Lucas Lima. Especificamente, como jogador. Mais especificamente ainda, como jogador na Libertadores. Mas suas atitudes como pessoa foram tristes recentemente. E, por isso, agora me sinto à vontade para criticá-lo.


Mas, desde a eliminação na Libertadores, há dois meses, Lucas nada joga. Um, porque durante o ano todo só jogou no torneio continental, mesmo. Dois, porque simplesmente ou está suspenso, ou não se presta nem a fingir esforço.


Um fim de passagem melancólico e ingrato de alguém que só tem algum nome no futebol por causa do Santos. Ou alguém lembra dele no Inter, no Sport? Ganhou o quê, onde, para se achar a última bolacha do pacote, este craque imaginário? Nada. O problema, agora, é de quem acolhê-lo por uma quantia surreal. Bom, o dinheiro, não sendo meu, que gastem como quiser, não é mesmo?


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Neste livro ingratidão não tem vez. Somos todos muito gratos à história da Vila