Ninguém que ame o Santos quer Robinho novamente

Não conheço o dono do tuíte abaixo. Mas creio que ele resume bem o que penso no momento:




A possibilidade real de que Robinho volte ao Santos (eu sei que ela existe eternamente, que ela é perene, que muitas vezes notícias são só boatos, mas, segue) informada primeiramente pelo Globo Esporte me assustou. 


E não pelo futebol do atacante, por sua passagem no Atlético-MG, pela decepção que foi na China, por não ter sido nada demais entre 2014 e 2015 no próprio Santos, por seus problemas em 2005... Por nada disso.


E sim porque o Santos, assumidamente, está atrás de uma pessoa condenada por estupro.


Gazeta Press
Gazeta Press

Robinho em 2010


Isso não pode ser normalizado. Isso não pode nos fazer entrar, novamente, na discussão do caso do que deveria-ser-ex-mas-ainda-é-tradado-como-goleiro Bruno. Robinho, em minha opinião que pouco vale, não deveria poder ser jogador se está condenado por tamanha abominação. Para mim, é simples - mas eu sei que o mundo é complexo demais.


O Santos leva sua Síndrome de Robinho (a ciência deveria oficializar tal problema), aquela que o força a sempre ir atrás do jogador como se fosse o salvador da pátria, ou aquele que será o "mentor" de jovens revelações, ao extremo. Não basta ele não ser nada perto do que foi em 2002, 2004, até mesmo 2010. Ele tem que ser condenado por um crime. E, mesmo assim, o Santos segue atrás.


A diretoria do clube, aliás, corrobora texto recente do El País sobre como o futebol alimenta a cultura do estupro e menospreza a violência contra as mulheres. Aparentemente, "está tudo bem" ter alguém envolvido em um caso desses no time. Tudo pela tradição do "não quero esse cara para casar com minha filha, e sim para jogar bola". Claro que a frase é dita para festas, noitadas, e não casos graves como esse. Mas o futebol e o machismo se unem para relevar tudo que é possível.


E oferecer até R$ 600 mil para essa pessoa.


Gazeta Press
Gazeta Press

Robinho, 2014


Bom, se você é daqueles que "passa pano" para um caso desses, tudo bem (mentira, nada bem e eu gostaria de não tê-lo como leitor, mas seguiremos), podemos falar da questão dentro de campo apenas, também.


Robinho já não fez nada demais entre 2014 e 2015, lembremos. "Ganhou um Paulista", você pode dizer, mas é aquilo: neste blog, desprezamos torneio estaduais. Nada valem, ponto.


Ele se lesionou no jogo mais importante daquele time, a semifinal da Copa do Brasil de 2014, deixando o time na mão - naquele momento, entrou Jorge Eduardo na equipe. Lembra dele? Não? Nem eu.


Deixou o time logo no começo do Brasileiro para jogar na China e não foi titular. Na China. Lembram do Mundial de Clubes daquele ano, quando ele sequer entrou?


Voltou para o Galo por mais dinheiro, mesmo após os 30 anos e passagens por muitos times europeus que o pagaram muito bem, e recusou o Santos. Negou seu suposto amor pelo clube, negou os pedidos dos torcedores que ainda acreditavam. Renegou sua idolatria.


Tudo isso para ser banco em boa parte de sua passagem por Minas Gerais. E ter ganhado exatamente zero títulos de expressão.


Robinho, condenado por estupro, não entrega em campo o que dele se espera há, ao menos, três anos. É hora de dizer adeus. Ou melhor, essa hora já passou. Santista, por favor, acorde: não dá para desejá-lo novamente. Esssa síndrome precisa ser curada. 


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Divulgação
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O livro tem boas histórias de Robinho. Lá por 2002, até 2005... Quando ele era de fato um ótimo jogador