Santos: vaias a Victor Ferraz precisam ser capítulo final de sua titularidade

24 de janeiro de 2008: dez anos e quatro dias atrás, eu estava no estádio Bruno José Daniel, em Santo André, para um Juventos 3 x 1 Santos, 3ª rodada do Paulista. O Santos levou um baile de um time que acabaria rebaixado. E o pior em campo foi Carlinhos, lateral esquerdo.


Toda participação de Carlinhos era sob fortíssimas vaias. Ele pegava na bola, vaia. A situação causou sua ida ao banco de reservas e, mais para a frente no ano, sua dispensa.


Carlinhos, talvez, não fosse o pior jogador do Santos em 2008 - até por que o time é, reconhecidamente, o pior do século no clube e o único que quase foi rebaixado na história do Santos. Mas seus erros eram simbólicos: passes errados, uma 'avenida' na defesa e participações nulas no ataque.


Carlinhos era o Victor Ferraz já em 2008.


Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Parece raça, mas é irresponsabilidade


Victor Ferraz talvez não seja o pior jogador do Santos na atualidade. Mas seu fraco futebol simboliza muita coisa. Seus erros são os mesmos já citados acima, e eles se repetem com frequência quase que periodicamente agendadas. Um exemplo? Quando parte da torcida no Pacaembu o vaiou no ridículo empate com o Ituano em 1 a 1, neste domingo, e outra parte o aplaudiu, foram os aplausos começarem que ele tentou um passe, que foi direto para fora.


Não foi o único passe que ele jogou direto pela lateral. Aconteceram vários, e outro foi tão simbólico quanto: mais para o final do jogo, ele errou o toque para Arthur Gomes, jogando no contrapé do atacante. Arthur teve zero culpa, mas Ferraz, mais velho, gritou com o garoto como se o erro fosse dele. Atitude de quem se acha líder, mas que está perdido.


O pior, porém, foi seu erro no lance do gol do Ituano. Foi um erro tão crasso, tão claro, que as vaias começaram em seguida - e, para que toda a torcida perceba o erro, ele precisa ser bem grave.


Cercado por dois rivais, Ferraz tentou um giro com a bola, para trás. Obviamente a perdeu. Gol em seguida.


Não é novidade: ele constantemente abre sua lateral voltando pelo meio, por exemplo. Defender nunca foi a dele, desde 2014, quando chegou ao Santos. Mas, por dois anos, disfarçava esse problema com acertos no ataaque. Mas, desde 2016, nem isso ele faz.


Quando questionado sobre as vaias, no intervalo, afirmou que "sempre apresentou alto nível" nos quatro anos no clube. Ele pode até pensar isso, o que é errado, mas interpretativo. O que me incomoda é sua falta de noção da realidade: a de que está mal e que precisa aceitar, sim, que a torcida enxerga isso.


Chegou a hora de Ferraz deixar o time titular santista. Se Daniel Gueds merece a vaga e se irá bem com ela em mãos, é outra história. O ideal é um reforço. O primeiro passo é o atual camisa 4 sair. Como Ricardo Oliveira, Lucas Lima, Thiago Ribeiro... E como deve ser com outros que hoje o acompanham no onze inicial.


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