O santista matou a saudade de Gabigol e de uma dupla de zaga de verdade

Será menos de um ano com ele vestindo a 10, mas o começo é, tal como comentei aqui em sua chegada, tão quente quanto um amor de verão.


Gabigol mostrou, em seu primeiro clássico, que é diferente. Que, com a camisa do Santos, ele segue aquele de 2015: se a bola chegar, ele sabe o que fazer. E, usualmente, isso significa gol. São Paulo 0 x 1 Santos. Gabigol neles.


O gol contra a Ferroviária e o contra o São Caetano foram legais. Mas o Gabigol que o santista gosta de ver é o dos clássicos: uma chance, um toque de gênio, um gol... Uma dancinha.


Dancinhas deveriam ser tombadas como patrimônio santista. Dancinhas são maravilhosas. Dancinhas nas casas do rivais, então...



Vitórias em clássicos sempre causam felicidade. Com gol de um ídolo que voltou, mais ainda. Mas sejamos honestos: a atuação não foi nota 10. Aliás, não daria além de um 6. Duro? Talvez. Mas justifico.


Gabriel pouco apareceu no jogo porque a bola não chegava. Sasha, de ótima jogada no gol, não tocou na bola no primeiro tempo... Porque a bola não chegava. O meio do Santos, leia-se Vecchio, inexistiu. E, desta vez, nem o culpo tanto: num time que se baseou inteiramente em contra-ataque, o único meia não poderia ser um lento, que não puxa com rapidez o contragolpe. Nem ele ser ajudado por um volante de 38 anos.


E isso fez com que o São Paulo dominasse o meio e Daniel Guedes fosse o úncio escape santista. O gol ter saído pela direita passou longe de ser coincidência, já que pelo meio e pela esquerda, com Copete em mais uma fraca atuação, nada ocorria.


Mas o domínio são-paulino no meio parava um pouco mais à frente. Por causa de um homem, principalmente.


Gazeta Press
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O melhor zagueiro do elenco


O melhor zagueiro do elenco foi titular e relembrou os ótimos tempos de Brasileiro-2016, quando por muitas rodadas o Santos teve a melhor defesa do campeonato até que ele e Luiz Felipe se lesionaram.


Luiz estava no banco, aliás, para um outro ótimo Lucas Veríssimo. Qualquer dupla que saia desse trio precisa ser a titular - minha preferência é por Gustavo e mais um, deixo claro.


E ele mostrou os motivos no domingo. Até anotei: aos 13 minutos, Gustavo fez um desarme sobre um rival que foi uma aula. O atacante são-paulino recebeu a bola na entrada da área, de costas. Gustavo, sem colocar os braços - ou seja, fazer a falta - no corpo do adversário, conseguiu colocar a perna na antecipação e roubar a bola. É até difícil descrever a beleza do desarme, algo tão raro no futebol.


Também foi perfeito na bola aérea. O São Paulo 'chuveirou' o jogo inteiro e quando bola de cabeça foi perigosa? Nenhuma. As grandes defesas de Vanderlei foram por baixo.


Bateu saudade de quem estava suspenso domingo? Não bateu, não é mesmo? Na verdade, o santista pôde matar a saudade de uma dupla de zaga de qualidade. Gustavo Henrique tem que ser titular absoluto. Luiz e Veríssimo brigam por sua companhia. Aquele suspenso domingo? Como diriam ano passado, quarta força...


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Divulgação
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Com a qualidade de Gabigol e de Gustavo Henrique