Santos: fase de Vitor Bueno garante Vecchio. E agora, quem poderá nos defender?

Estive na Vila Belmiro no último domingo (11) e cravo com tranquilidade: o placar não importou em absolutamente nada. O que importava na partida contra o São Bento, mais do que a derrota por 3 a 1, era ver se, entre os tantos meninos em campo, algum já demonstrava estar mais pronto. E isso ocorreu. O erro de Jair foi outro: fazer isso não no começo da temporada, nos primeiros jogos, quando a paciência da torcida estaria mais em dia. Agora, com o time em "semi-crise", foi pedir para que um tropeço causasse mais trovoadas. Calmaria, no Santos, está distante. E Jair tem culpa, sim.


Mas este texto focará em um jogador ainda jovem, mas não um dos que foram testados pela primeira ou segunda vez no domingo. E sim em um no qual a torcida mantinha (mantém ainda?) a esperançã de titularidade. Vitor Bueno.


Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Quando eu coloco esta foto no texto, preciso escolher o campo "centralizado", para que ela fique no meio da tela. Jair apertou "centralizado" para Bueno e deu muito mais errado do que o uso dessa foto


Vitor Bueno se lesionou no jogo contra o Atlético-GO pelo Brasileiro de 2017, em julho - jogo este em que o Santos escalou só reservas... E o Vitor. Se tivesse sido poupado, estaria jogando desde então. Enfim, paciência.


De qualquer forma, Bueno já não estava bem há um ano. Sua ascensão rápida fez com que o santista criasse carinho pelo jogador: em 2015, um reserva que enteava meio perdido, mas que mostrava talento; em 2016, mais chances pela falta de elenco; em 2017, titular absoluto mas aparentando sono, preguiça.


Agora, piorou: seus minutos em 2018 foram assustadores. Do lado negativo, claro. Não produz, não chuta, não passa, não arma, não se apresenta. 


E tudo isso piora quando lembramos que ele é, basicamente, a única esperança de um meia digno no clube. De um meia que tire Vecchio do time titular. E se em jogos ele não rende no meio (lembre-se: quando titular, ele jogava pelos lados), nos treinos a situação, segundo informações, é ainda pior.


E agora, quem poderá nos defender?


Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Claramente 'mala'. Mas que pode ser lapidado


Bom, eu divago. Da arquibancada (local do estádio em que você melhor enxerga o jogo. Como Tostão defende, eu creio que técnicos não deveriam ficar no beira do gramado e, sim, no ponto mais alto possível) da Vila, enxerguei Diogo Vitor buscando muito mais o jogo pelo meio que Bueno.


Mais do que isso: ele acertou uma série de passes que colocaram Bambu, Dodô, o próprio Bueno, Yuri Alberto e Arthur Gomes em ótimas posições, quebrando a linha da zaga. Visão de jogo.


Será que Diogo não pode ser colocado mais vezes como meia? Será que ele, por ali, não seria menos 'fominha' (e eu nem reclamo de sua 'fome' no jogo de domingo. Ao menos ele tentou algo) do que pelo lado, quando teria que driblar mais? Como meia, Diogo não poderia abusar de sua visão e ser forçado a soltar a bola mais rápido?


Enfim, a época de testes passou. Jair errou aí: perdeu essa chance. Mas fica a dica: não vale tentar, mesmo que numa hora de aperto?


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Divulgação
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