Copete não é 'perseguido' pelo santista. Ele é apenas fraco. Acontece

Santos x Corinthians, 4 de março de 2018, 23 minutos do primeiro tempo. O lançamento sai do campo defensivo santista e encontra Copete nas costas da zaga, livre, precisando apenas dominar para sair na cara de Cássio.


Parece simples. Deveria ser simples. Para um jogador profissional, de primeira divisão, é simples.


Mas não foi simples para Copete. Ele virou de costas para a bola e perdeu a visão do objeto que todos miram em campo. Continuou correndo. E a bola, tal como no gol de KANU no Nigéria 4 x 3 Brasil de 1996, bateu na nuca de Copete. Diferentemente dos nigerianos, porém, a bola não parou no gol: parou em seu ROSTO, após a zaga afastar a bola na face do colombiano.


Um lance insólito. Mas, acima de tudo, ridículo. E que mostra que Copete é, puramente, fraco. Acontece.


Gazeta Press
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Curiosamente, esse não é o lance descrito acima. Ou seja: DOMÍNIOS DE NUCA são COMUNS para o colombiano


Voltemos para a manhã desta terça-feira, 20 de março. O UOL publicou matéria  em que afirma que Copete não só virou "reserva dos reservas" como está "emocionalmente abalado" por ser "perseguido" pela torcida santista. Não sou eu que estou dizendo: está tudo no texto.


Eu acho honestamente engraçado que um jogador capaz de esquecer da bola e senti-la bater em sua nuca quando está livre na área com seu time perdendo um clássico possa dizer que está "emocionalmente abalado" por causa dos torcedores.


"Emocionalmente abalados" ficam OS TORCEDORES quando assistem Copete jogar. Apenas isso.


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A cara do santista quando sai escalação e tem Copete no 11


Todos sabemos que o colombiano é fraco tecnicamente. O primeiro indício foi sua lberação pelo Atlético Nacional em meio a Libertadores de 2016, que os colombianos venceriam. Eles sabiam que não era uma peça indispensável.


Desde que chegou ao Santos, Copete se destacou por entrar no segundo tempo e mostrar vontade. Em times em que vontade era um termo em desuso, como foram os Santos de 2016 e 2017, isso já ajudava a torcida a ter CARINHO pelo atacante. Errado, mas aceitável, não sou SOMMELLIER de gosto pessoal.


Mas com a bola, que é o que importa, o citado jogo contra o Corinthians resume bem sua passagem pelo clube: domínio de nuca, chutes errados, passe direto pela lateral (lembram da "trivela" que ele tentou?), posicionamento confuso.


Copete tentou uma sobrevida como lateral esquerdo - mas, novamente, os poucos que defendiam essa opção o faziam pela vontade do colombiano, não por seu  talento na marcação. Acreditavam que, por ser raçudo, Copete marcaria bem. Não é assim que funciona. Incapaz de apoiar, já que sua canela SOBREPÕE seu pé, dava espaço na defesa por não ter sido treinado para defender.


Copete não é perseguido. Copete é um jogador fraco. Acontece. Há espaço para jogadores assim - não no Santos, de preferência, ou qualquer time de primeira divisão no país.


O que não se pode é justificar uma série de dois anos de partidas completamente fracas, pontuadas por jogos em que fez gols ou jogou queimado na barriga.


Copete não pode ter espaço no Santos. Acontece. A vida segue.