Apatia, falta de ideias e erros: Santos e Jair passam vergonha de novo

Que o Santos é absurdamente menos time que o Palmeiras qualquer um que tenha assistido um jogo qualquer do time ano já saberia. E o Palmeiras está longe de ser grande coisa, deixando claro: fez poucos ótimos jogos no ano - e eu assisti todos - e, tal como no jogo da primeira fase, optou por não vencer por maior diferença porque é um time preguiçoso (a cara de Lucas Lima, aliás, mas isso deixa para lá, não é minha JURISDIÇÃO neste blog).


O problema é que o Santos, como eu vinha dizendo durante a semana, é o significado de APATIA no dicionário. Podemos citar diversos lances durante os 75 minutos, aproximadamente, em que o Santos sequer tentou fazer algo dentro dos 90 jogados. Mas vou pegar o mais simbólico para provar meu ponto.


Reprodução/Premiere
Reprodução/Premiere

Todo mundo perdido


Vamos falar do gol do Palmeiras. Veja que, com a bola na entrada da área, existe uma aleatória linha de 5 DENTRO da área. Por qual motivo, se só há um atacante rival ali? Ninguém se posicionou para cobrir o buraco por quê?


Reprodução/Premiere
Reprodução/Premiere

Três rivais livres


Quando a bola roda para Dudu, o destino já está selado: obviamente a linha deixa todo mundo livre, pois é mal feita. Dudu tem espaço para cruzar com tranquilidade e, mais que isso, tem TRÊS opções fáceis: na entrada da área, na segunda trave e na pequena área. Que lazer!


Veja também que David Braz, que estava colado em William na primeira imagem, larga o atacante do Palmeiras para marcar... Bem, ninguém. William sobra livre na cara do gol, obviamente.


Reprodução/Premiere
Reprodução/Premiere

Olha o pezinho do Braz...


Na imagem anterior o gol já estava selado, mas coloquei essa um pouco antes do toque de William para escancarar a ridícula "tentativa" de Braz de "mostrar seerviço" ao "esticar o pé" para "cortar" a bola. Pelo amor do tal de deus, para que fingir que tentou algo que, graças ao próprio péssimo posicionamento, nem com uma perna de oito metros conseguiria fazer?


William, sozinho, porque nenhum dos outros defensores sequer cogita marcá-lo (observe como todos parecem perceber que William está ali só após o toque de Dudu), faz o gol que destinou a eliminação do Santos.


Porque, sejamos honestos, esse time vai virar um mata-amata após tr~Es jogos sem fazer gol, com o estádio lotado só com rivais e com um técnico apático cujos times não marcam um gol em jogos eliminatórios há SETE PARTIDAS?


Sete. Partidas. Sem. Um. Gol. Sequer.


Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

A cara da apatia


Jair Ventura perdeu Léo Cittadini e escalou o ex-jogador (eterno ídolo, mas ex-jogador) Renato como titular. Perdeu o meio automaticamente. Finalmente colocou Diogo Vitor como titular - mas, claro, sem treiná-lo na posição (informação, não achismo). E por que não iniciar com um jovem que n]ao é desta posição, por mais que creia que possa vir a ser, logo num clássico em mata-mata, não é mesmo?


Rodrygo? Banco. "Bom, o teste físico indicou isso". Certo... E por que não poupou antes ou, muito mais do que isso, não o tinha em campo, para se acostumar a este ritmo, desde janeiro? Porque Rodygo foi sendo podado por Jair até o limite, quando se ele não o colocasse como titular ou seria demitido, ou, enfim... Deixa eu ficar quieto.


Insiste em Braz, o que é errado de tantas maneiras que eu já cansei de falar. É incapaz de ocupar o meio campo e faz Alisson se matar de cansaço todo jogo. Pede (eu só posso crer que ele pede, ou então todo o time é impressionantemente sem leitura de jogo) que o time viva de lançamentos da zaga para o ataque, uma jogada um tanto quanto inútil - mas que Braz adora, então...


Jair Ventura é fraco. Não tem ideias. Erra toda hora. Tenta consertar e comete erros piores. E não me venham com "ele é bom para times reativos". Quer reagir que vá treinar o Botafogo, cuja torcida gosta disso (não é uma rítica, há quem goste). Aqui, é ataque. aqui, é ofensividade. Aqui, é criatividade.


Aqui, no Santos, Jair, ou você larga essa apatia, esses erros e a incapacidade de ter ideias minimamente decentes, ou vai embora.