Santos: saída de Leandro Donizete significa 9 meses de alívio

Você já trabalhou com alguém insuportável? Aquela pessoa que, quando sai de férias, faz você até acordar mais feliz, mais disposto, só pelo fator "não tenho que encontrar aquele lá hoje"? 


Alívio. É um sentimento dos mais bacanas, prazerosos. Leveza. Calmaria. Tranquilidade.


É assim que todo santista se sente nesta quarta-feira, 11 de abril de 2018. O dia em que o empréstimo de Leandro Donizete foi oficializado (vai para o América-MG).


Gazeta Press
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Que não volte. Se voltar... Sei lá, não volte não, dá um jeito aí


Viver com o peso de que a qualquer momento Leandro Donizete poderia entrar em campo vestindo a camisa do Santos é algo que não desejo a ninguém. Faz mal, dói, incomoda, faz sua cabeça entrar em ebulição.


Por um ano e 4 meses, o santista viveu com esse misto de sensações - todas ruins e dolorosas.


Toda atuação de Leandro Donizete foi, na melhor das situações, ruim. De ruim para baixo. Bem baixo. Mais baixo ainda. Siga cavando, o fundo do poço, geralmente, esconde algo ainda mais profundo.


Eu nunca vou cansar de lembrar aquem lê este espaço que, desde o primeiro instante em que a contratação foi acertada, em dezembro de 2016, eu falei que ia dar errado.


Nunca fez sentido nem antes, nem durante, e não fará depois. Donizete não é jogador para o Santos. O santista gosta de ataque. Gosta de identificação com a camisa. Gosta de Meninos da vila.


Donizete não ataca. Passou o tempo todo dando declarações que gostaria de ter ficado no Atlético-MG. Não é menino há uns bons 20 anos.


Suas atuações desastrosas são muitas, mas duas marcam: a primeira, na derrota para o São Paulo no Paulista de 2017, na Vila - jogo no qual ele ANDA em campo num dos gols do rival, quando era o único em condições de tentar marcar a jogada que culinou no gol.


A outra, no fatídico dia em que Levir Culpi, hoje lanterna do Campeonato Japonês, o colocou como titular numa quarta de final de Libertadores contra o Barcelona-EQU.


Essa dói na alma até hoje.


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Lamentações


Enfim, alívio. Adeus. Não volte.


O problema? É que tal como aquele seu companheiro insuportável de trabalho volta das férias, o contrato de Donizete é até o fim de 2019, com o empréstimo só até o fim de 2018. Aproveite esses nove meses. O sofrimento tem data para retornar.