Veja só, que surpresa! Saída de David Braz era a solução para a defesa do Santos

Não vou mentir: gosto de estar certo. Ainda mais quando as circunstâncias me provam correto após tempos e tempos insistindo quase sozinho em algo. Então, neste domingo (16), após o 0 a 0 entre Santos e São Paulo na Vila Belmiro, pude comemorar algo - se não a vitória, o fato de estar certo.


Certo em afirmar, por anos, que se David Braz saísse a defesa do Santos se acertaria.


Certíssimo, eu diria. Hoje, me permito a arrogância.


Gazeta Press
Gazeta Press

Gustavo Henrique, absoluto


Há dois jogos, escrevi aqui sobre o Santos ter alcançado seis partidas sem levar gols, uma sequência nunca obtida com Braz em campo. Agora, já são oito jogos, melhor marca do clube desde 1955.


Sim, 1955. Mil. Novecentos. E. Cinquenta. E. Cinco.


Isso tudo só por tirar David Braz...


Gazeta Press
Gazeta Press

Robson (Bambu, sim) deu muito certo. Mas teve gente querendo queimá-lo cedo...


Claro, não foi só isso. Mas é consequência direta. A primeira é, enfim, ter Gustavo Henrique, o melhor zagueiro do elenco, como titular absoluto.


A segunda, é entender que Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e, sim, Robson Bambu são melhores que Braz. E jamais, jamais (insisto: JAMAIS) deveria ter sido reservas para o ex-camisa 14.


As falhas em bolas aéreas sumirar. Por baixo, segurança. Posicionamento? Você não vê o Santos levando contra-ataque com os zagueiros correndo atrás da linha da bola, tal como não vê bola nas costas de nenhum deles. 


Todas estas situações, claro, constantes com Braz em campo.


Há quanto tempo não vemos uma defesa mágica de Vanderlei com a bola rolando? Tirando o pênalti contra o Independiente, em uma situação completamente atípica, a bola simplesmente não chega de forma perigosa ao gol santista.


Cuca colocou em campo quem deveria. Deixou quem precisava sair, ir. Confiou em quem tinha obrigação de confiar.


E me permitiu, oito jogos depois, cravar de forma arrogante, esnobe e desdenhosa, até: eu estava certo.