A "Geração do Quase" do Santos dá as caras mais uma vez

Eu meio que previa: sabe quando você sente que algo está para ocorrer e nada te dá indícios do contrário? Estava tomado por essa sensação desde o momento em que a ideia para o texto anterior, chamado "Santos, Allianz, a última catarse e o trauma jamais superado" apareceu em minha cabeça.


Ou, talvez, ela já venha desde que outro texto, também citado nesse último, foi publicado aqui: o que já disse ser meu preferido neste espaço, "A 'Geração do Quase' e a aceitação do mediano".


De qualquer forma, a derrota para o Palmeiras por 3 a 2 é simbólica do que é o Santos desde, ao menos, 2015: um eterno QUASE.


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Francisco De Laurentiis/ESPN
Francisco De Laurentiis/ESPN

Sozinho. Geralmente, do lado certo. Dessa vez, do lado errado


Menos time que o rival, o Santos entrou completamente perdido no gramado do Allianz na noite deste sábado. O 2 a 0 do primeiro tempo foi no roteiro tradicional: o Palmeiras não precisou se esforçar contra um time que nem chutou ao gol para abrir o placar com tranquilidade e, depois, usufruir da pífia bola aérea santistas (e, claro, da Lei do Ex) para aumentar o placar.


E, a partir daí, o Santos foi o Santos que conhecemos: resolveu correr, fez mudanças sem sentido, amassou o adversário, empatou de forma improvável e, no final...


Eu não preciso nem criar um texto novo: posso copiar desses antigos citados.


Do segundo, isso: "toda a esperança e fé do torcedor foi sendo trucidada quase como em forma de tortura: aos poucos, pedaço a pedaço, com momentos de pausa para que a ilusão voltasse e, logo depois, fosse despedaçada quase com toques de sadismo."


A esperança de que enfim passaria o Atlético-MG, que perdeu mais cedo, surgiu, mas foi sendo trucidada pouco a pouco; depois, a pausa, a ilusão voltou com o empate; por fim, a tristeza prevaleceu com a derrota com toque sádico da falha do ídolo maior.


Do primeiro, posso citar isso: "À minha volta, festa, alegria, sorrisos. Eu, desolado. Eles devem ter percebido. Mas me deixaram passar. Porque meu trauma já exalava eternidade. Por que eles interromperiam sua felicidade para debochar da minha dor?"


O trauma exala eternidade. E esse é o problema: a eternidade não acaba, não é mesmo?


Santos FC
Santos FC

Nem o salvador salvou


Quando Copete pinta como herói e Vanderlei é o vilão, é o ápice da 'Geração do Quase': é como se Nilson tivesse feito o gol da final de 2015, mas o Santos tomasse a virada com o mesmo Vanderlei entregando.


É proibido ser feliz.


E o Santos, esse Santos de Vanderlei, Gabigol, Gustavo Henrique, Victor Ferraz (nomes que estavam em 2015) parece fazer de propósito.


Aposto que esse time QUASE vai para a Libertadores de 2019. Porque é isso que ele faz.