É preciso ter coragem para falar mal de Jorge Sampaoli na minha frente

Pode ser que o Santos chegue domingo e perca para o São Paulo. Pode ser que a partir deste momento se torne tudo um desastre. Pode ser muita coisa. Pode. Possibilidades. Chances.


Mas no instante em que eu escrevo este texto, por volta das 23h de quinta-feira, pouco após São Bento 0 x 4 Santos, eu só quero aproveitar que posso desfrutar a genialidade - e, mais que isso, a ofensividade, a originalidade e a modernidade de Jorge Sampaoli.


Por isso, digo: é preciso coragem para falar mal dele na minha frente. Você estará assinando um debate longo comigo. E eu não vou desistir até te mostrar o quão genial ele é.


Gazeta Press
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Inquietude. Atrás, no técnico adversário, o contraste...


Vamos começar com um ponto interessante: o Santos jogou com Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Orinho; Alison, Pituca, Jean Mota e Sánchez; Derlis e Felippe Cardoso.


Destes, TODOS estavam no elenco em 2018. Todos (Orinho foi emprestado por deficiência técnica, aliás). Em nenhum momento, sob as mãos de Cuca ou dele, que preferíamos não lembrar, mas precisa ser citado, Jair Ventura, o Santos rendeu 50% em termos de aplicação tática, ofensividade, reposição defensiva e pressão do mostrado nestes três jogos sob Sampaoli.


Provo: o Santos só fez mais de três gols em dois jogos no ano passado: 5 a 2 no Vitória e 5 a 1 no Luverdense. Quatro gols de diferença, só em um caso. Contra um time da Série C...


Quando vimos, anteriormente, Alison invertendo a bola, buscando ser o responsável pela saída de jogo? Quando vimos Luiz Felipe mantendo a calma com a bola no pé, driblando e saindo sem bicão, só com passes?


Quando vimos Jean Mota acertar um passe de 50 metros? Fazer gol em dois jogos seguidos? Entrar na área, buscar o jogo, marcar... Qualquer coisa relacionada a estar certo num campo de futebol?


Pois é.


Gazeta Press
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Sim, Jean Mota. Ele mesmo


Quando vimos, no comando de Cuca, Jair Ventura, Levir Culpi, o Santos pressionando até o fim mesmo ganhando? Marcando lá em cima, pressionando, correndo? Quando vimos o time pensar na saída de jogo, não só ficar lá atrás recuado rezando por um contra-ataque?


É, então, fazia tempo, não é mesmo?


Sampaoli trouxe a esperança. Sampaoli, aos poucos, vai revivendo sentimentos de empolgação no santista.


Eu vivo o futebol para isso.


Para ver um técnico ser inteligente e respeitar o time em que está. "Camisas 10 e a 11 do Santos tinham que estar em um museu, não tinham que existir", disse ele após a goleada. Respeito. Carinho.


Sampaoli pode ficar louco e ir embora. Sampaoli pode se irritar com as críticas sem fundamento que recebe diariamente.


Mas eu, e os santistas, estaremos aqui para defendê-lo. Porque queremos ser felizes com o DNA santista. Ele mesmo: 90 minutos no ataque, buscando gol atrás de gol. 


Portanto, é isso: pense bem ao falar mal de Sampaoli. Estaremos aqui para responder. Embarcamos nessa loucura.