Acima de tudo, o prazer que sentimos ao ver o Santos jogar

Acabei de trabalhar às 19h desta quinta-feira. E, de repente, veio a vontade: eu queria comprar uma cerveja. No mercado, vi um pacotinho de amendoim, um chocolate. Comprei. Subi de volta ao apartamento, liguei a transmissão. Eu realmente quis criar um "mini evento" para assistir ao Santos de Jorge Sampaoli.


E eu não faço ideia de quando foi a última vez, antes deste janeiro de 2019, que eu senti isso.


Santos FC
Santos FC

E temos o culpado


Eu realmente senti ansiedade em assistir ao Santos. Creia: tirando o jogo de volta contra o Independiente na Libertadores do ano passado, mais movido pelo ódio do que por prazer, quando sentimos tanta alegria, tanta vontade de desfrutar nosso time?


Janeiro de 2019 acabou. Pode ser tudo isso não faça sentido de fevereiro para a frente. Mas, em janeiro - que mês lindo você foi, janeiro -, eu fiz questão de comprar uma cerveja, ligar a transmissão, ou ir à Vila Belmiro, ir ao Pacaembu, e simplesmente curtir.


E é para isso que eu vivo o futebol.


Santos FC
Santos FC

Feliz


O 4 a 1 sobre p Bragantino veio "ao natural". Não por que era um resultado óbvio, não por que o adversário era fraco. Nada disso. Veio ao natural porque o Santos seguiu o roteiro de janeiro: estudou o rival, encontrou a maneira certa de jogar, começpu a criar uma série de lances perigosos... Gol. 


Gol, mais um, gol de novo, quatro. E aí, descansa. Calma, que o ano é longo. E todos nós pudemos tomar nsosa cervejinho com calma, esperando o fim do jogo.


Felizes. Como não éramos há... Sei lá, de verdade. 2011? 2010? 


Sampaoli criou, neste mês de janeiro, uma NECESSIDADE: eu PRECISO assistir aos jogos.


Com Jair Ventura eu precisava FUGIR dos jogos. Com Cuca, eu não fazia questão. Com Sampaoli, eu liguei o 4G do celular e rezei para que ele aguentasse o segundo tempo inteiro, já que meu bairro ficou sem luz.


Eu tinha ÂNSIA em ver o que estava acontecendo. Em não pder o toque de bola, os 77% de posse, as triangulações, os zagueiros jogando lá no ataque, nas pontas, a invasão da área rival em bloco, o técnico cobrando com quatro gols de vantagem que seus jogadores NECESSITAM SEGUIR TENTANDO.


Repito o que disse em todos os textos recentes: eu não sei se vai durar. Se vai abar. Se ele vai embora.


Mas eu sei bem de uma coisa: enquanto ele estiver aqui, eu vou fazer questão de ver. Eu vou desfrutar, Jorge.