Entre testes e chances, já é hora de Jair Ventura dar cara ao Santos

Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Jair Ventura já precisa tomar decisões difíceis no Santos


Três jogos depois, acho que já é possível avaliar um pouco do trabalho de Jair Ventura no Santos. Por exemplo, a vitória de virada por 2 x 1, diante da Ponte Preta, ontem (25), mostra que mudanças no time titular devem ser feitas com certa urgência.


Começando pela disputa entre Romário e Caju na lateral-esquerda. Entre um que ataca pouco e marca bem, e um que ataca mal e marca mal, prefiro seguir com Romário. Ele não é o lateral dos sonhos, nunca será um novo Léo, mas ele, para um esquema ofensivo, pode ser um jogador bom para compensar uma vez ou outra que o atacante daquele lado não retorne. Já Victor Ferraz é uma reclamação que eu já desisti. Deixem ele lá até uma falha grave. Porque, pelo jeito, só assim mesmo pra ele sair do time.


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Outro que precisa sair do time é Renato. Já falei aqui: gosto muito dele, é ídolo e precisa ter um cargo no clube quando se aposentar. Hoje, para ser titular no meio-campo, não dá. Aliás, já não vinha dando desde o último trimestre do ano passado. O camisa 8 tem errado muitos passes e não tem mais físico para jogar no meio-campo. Talvez, ele colabore mais fora do que dentro de campo neste ano. Matheus Jesus precisa de mais chances ali.


Agora, problema mesmo está no quarteto de ataque. Vecchio não tem a menor condição de ser titular. Pode ser útil e tem bom passe, mas ele precisa de mais. O Santos tem um a menos com ele campo. Ele até tem chance de colocar alguém na cara do gol em algum momento, mas é um ganho muito pequeno para muitas perdas. Quem sabe não é a hora de testar o Leo Cittadini ali até a volta do Vitor Bueno?


No ataque, Copete é a bola da vez. Parece que todo técnico gosta muito dele, sendo quase uma espécie de Romero colombiano. Entendo a preferência por ele ajudar muito na marcação, mas é difícil não ficar empolgado por um ataque formado por Rodrygo, Arthur Gomes e Gabriel na Libertadores – Bruno Henrique só volta no último jogo da primeira fase. Como Rodrygo tem apenas 17 anos e, claramente, não aguenta 90 minutos, acho melhor jogar com um a menos mesmo.


Um ponto que tocaram no Twitter, e não lembro mesmo quem foi, é o fato de o elenco do Santos ter sido mal montado. Tem vários jogadores para atuar no lado esquerdo do ataque, mas nenhum do lado direito. Copete tem jogado improvisado por lá e é sofrível por render melhor... Do lado esquerdo.


Por fim, Rodrigão não pode ser jogador do Santos de maneira alguma. De novo, entre ele é um a menor, jogar com dez (ou nove) não parece ser má ideia.


O início do Santos não é nem ruim, nem bom. Precisa de ajustes, como a maioria. Mas, logo de cara, Jair Ventura precisa decidir se vai insistir com determinados jogadores que não vão bem desde o ano passado ou se vai dar chance a quem pede passagem.