Por que Everton Felipe escolheu o São Paulo?

Amigos, somamos mais um jogador ao escrete, Everton Felipe, que veio de Recife. O São Paulo precisava dele por sua velocidade, técnica e, principalmente, arremate: tem um petardo na perna direita e será útil em jogos contra retrancas. Everton, por outro lado, precisava do São Paulo, e escolheu o mais querido em meio às propostas feitas por clubes de menor estrela interessados em seu futebol.


Saber o que passa na cabeça de um jogador, tentar entender os mecanismos complexos que operam o seu raciocínio lógico é missão impossível até para os mais resilientes. Ainda assim ao analisar entidades celestiais que conduzem uma bola de couro é possível perceber, com algum esforço, os fatores que foram determinantes para Everton decidir se arriscar no maior clube do país.


Ponta da tabela


É inegável que ser o líder do campeonato nacional, ou pelo menos ter as ganas de quem quer brigar até a última rodada pela sétima taça, tem um apelo muito forte. Everton considerou ao rumar ao Morumbi a possibilidade real de conquistar um título importante e, assim, deixar de lado a imagem de eterna promessa que grudou a sua imagem como alma penada após passagens sem brilho por Sport e Internacional.


Fazer história


Aqui, uma verdade inapelável: o escrete do professor Aguirre será campeão. Só é preciso saber quando. E quando acontecer, a façanha terá contornos épicos e personagens heróicos. O passado recente, quando o clube desceu até o inferno e foi resgatado por milhões de mãos e corações, constitui pano de fundo ideal para que a próxima conquista tenha ares de expiação. Você conseguiria isto jogando pelo Sport ou no mundo árabe? Nem ele.


O Morumbi te mata


Jogar com um dos estádios mais temidos do mundo com torcida a favor é um privilégio que não se encontra em toda praça, seja em Minas Gerais, em Porto Alegre ou no Rio de Janeiro, onde o ex-Maracanã perdeu seu espírito e os clubes correm para achar um lugar para chamar de seu: circos armados com tubos ou arenas construídas em estados neutros para o futebol, como Brasília. Se Everton queria um lar onde fosse acolhido e recebesse apoio, encontrou.


Tradição nordestina


Este fator talvez seja o mais importante e merece mais holofote. Muito se fala na relação que o clube tem com o Uruguay, o querido paisito dos deuses celestes, e pouco lembramos que temos laços de glória com jogadores de Pernambuco. Como esquecer os filhos da terra que envergaram o manto tricolor como Terto, Josué, Hernanes e, claro, Ricardo Rocha, que ainda milita dentro do clube? O caminho está pavimentado, que Everton mantenha viva a tradição nordestina.