O próprio São Paulo tornou obrigatória sua briga pelo Brasileirão

 



 


Estou longe de achar que qualquer coisa é 'obrigação' no futebol. Em um esporte tão dinâmico e previsível tem horas que é difícil até ganhar de time de divisão inferior em casa, então imagine exigir que alguém seja campeão de qualquer coisa. Não dá.


Mas, por todas as circunstâncias do mundo, é impensável que o São Paulo não, pelo menos, brigue até a última rodada pelo título do Campeonato Brasileiro. Não dá para dizer que TEM QUE GANHAR porque não é assim que funciona, mas o Tricolor tem o dever de estar na briga até o fim para tentar, finalmente, garantir de novo um título para essa torcida.


A doída eliminação desta quinta-feira na Copa Sul-Americana vai de encontro com tudo que já acontece nos últimos anos. É mata-mata, é time menor, é pênalti. Não tem jeito: mesmo quando tudo parece ir bem, a má fase são-paulina (essa, que já dura seus quase dez anos), vai conseguir dar um jeito de nos tirar do que for possível. Se os deuses do futebol assim querem, quem sou eu?


Já fora também da Copa do Brasil após não conseguir eliminar o Atlético-PR, o São Paulo fez sua escolha e poupou alguns titulares no confronto diante do Cólon. Em pauta, a não ser por Diego Souza e o risco de uma confusão feia na Argentina, o desgaste físico e o medo de perder alguém para o restante da temporada. Mesmo assim, foi superior, venceu fora de casa com um golaço de Liziero e levou a decisão para as penalidades. Não quis o destino (e o chute forte de Bruno Alves).


Volto a destacar: agora o foco é único. O líder e em boa fase precisa continuar da maneira que está, se mantendo na briga o tempo todo. Vai estar descansado quando precisar, já que Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio e Corinthians, por exemplo, tem uma (ou duas) competições a jogar, ainda. Isso precisa fazer a diferença.


Claro que ano passado havia o fator HERNANES, mas o restante mudou para melhor. Se for mantida parte da boa campanha do segundo turno passado, quando só tinhamos o Brasileiro, temos grandes chances de sorrir ao fim do ano. E já está na hora de acontecer.


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Jean: 6,5
Foi bem no tempo normal, e, pra mim, zero obrigação nos pênaltis. Infelizmente só joga de novo no ano se o Sidão ficar suspenso.


Araruna: 5
Não acho ruim, nem quando improvisado na lateral, mas não deu não. Jogo sofrível.


Bruno Alves: 6
Foi até bem no tempo normal, bastante rebatida importante, mas, tecnicamente, é certamente o pior dos zagueiros do elenco. Será que nenhum dos que não bateram eram cobradores melhores?


Anderson Martins: 7
Bem demais. Segundo tempo absurdão, o melhor da defesa em geral.


Reinaldo: 6
Mal no primeiro tempo, salvo pelo Everton no segundo. Dia normal.


Hudson: 6
Até conseguiu chegar bem ao ataque, mas os passes estavam bem limitados. Deixou uns buracos também.


Liziero: 8
Monstrinho. Melhor em campo, e, pra mim, estando 100% em forma é titular. Dá ritmo e dinâmica diferente de todo o resto.


Nene: 7
Bom jogo também, finalmente. Precisa recuperar a bola que estava jogando.


Lucas Fernandes: 5
Infelizmente cada dia mais creio menos que esse rapaz vai ser 10% do que achavamos. Triste.


Rojas: 5,5
Talvez o pior jogo do Rojas desde que chegou. Perdidinho e sobrecarregado.


Carneiro: 6
Até lutou e correu pra criar espaços, mas, né, zero bolas nele.


Aguirre: 6
Paciência. Vamo pra cima do Br agora.


Everton: 8
Melhor contratação dos últimos trocentos anos do São Paulo. Demais.


Bruno Peres: 6
O time realmente muda muito com ele. Aguirre vai ter trabalho.


Trellez: s/n
Nhé.