Para evitar novo fracasso precoce, o São Paulo tem semana decisiva

Depois de muito tempo, o São Paulo reencontrou sua torcida no último sábado. Como já virou rotina, decepcionou, claro. No empate contra o Atlético-MG, o sinal amarelo deve ter sido ligado na equipe. Nesta semana, o clube tem um jogo decisivo contra o Rosario Central, no Morumbi, pela Copa Sul-Americana, e levar gols não será tolerado. Esse é o recado que precisa ecoar no Tricolor.

Há quase um mês, o São Paulo foi até a Argentina e conseguiu, com um jogador a menos, um belo empate sem gols contra o Rosario Central. E olha que poderia ter vencido, pois jogou melhor e ainda mandou uma bola na trave com Nenê. Enfim, um bom jogo do Tricolor, é verdade, mas sem o resultado esperado. A possibilidade de um empate com gols classificar a equipe adversária é um problema e tanto, principalmente pelo retrospecto recente do SPFC.

Nas duas últimas rodadas do Brasileirão, o São Paulo abriu o placar contra Fluminense e Atlético-MG. Em ambos, para variar um pouco, levou o empate. Contra o Galo, no último jogo, foi ainda pior porque chegou a sofrer a virada no placar. Se lembrarmos bem, ainda tem o empate sofrido contra o Atlético-PR, que custou a vaga na Copa do Brasil, após fazer 2 a 0 no primeiro tempo. Isso sem contar o doloroso gol sofrido contra o Corinthians, nos acréscimos do segundo tempo do jogo de volta. Se voltarmos um pouco mais, o filme se repetiu no ano passado, contra o Defensa y Justicia na Sul-Americana.


Gazeta Press
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Alô, Diego Souza, precisamos de mais gols na quarta-feira


O São Paulo é um time que depende muito de sua força defensiva. O ataque, apesar das várias contratações, ainda parece uma área um tanto capenga na equipe que sofre para balançar as redes adversárias. Enquanto não abre o placar, o time é ofensivo, pressiona e dá a impressão de que vai golear. Quando consegue o primeiro gol, recua de forma abrupta e dá muitas chances para o rival criar, ocasionalmente levando o empate, como tem acontecido com certa frequência. Se o segundo gol não sair, depender da defesa se matando e sem contra-ataques será muito difícil.

Outro grande problema do São Paulo é o calendário. Estamos no início de maio e o clube corre, mais uma vez, o risco de ficar só com o Brasileirão até o fim da temporada. Nenhum torcedor gostar de ficar afastado do time que ama, dos títulos e nem de ver só os outros se darem bem. Em 2017, esse foi um dos pontos da derrocada tricolor, quando foi eliminado em sequência de três competições (Paulista, Copa do Brasil e Sul-Americana).

A semana é importante para o São Paulo. Não interessa se o Rosario Central está em boa ou má fase lá na Argentina, apenas que a classificação aconteça. Ser eliminado da primeira fase da Sul-Americana pelo segundo ano consecutivo seria muito doloroso para a já carente torcida são-paulina. Depois de dois tropeços no Brasileirão, fazer um bom resultado contra os argentinos e depois contra o Bahia seria fundamental para o Tricolor se acertar com mais paciência. Só que aí não depende de apoio das arquibancadas ou sorte, mas de competência.

Fazer gols, não sofrer. Uma missão simples de falar, mas praticamente impossível para o São Paulo administrar em campo.