Depois do sufoco na última rodada, o São Paulo consegue uma imponente vitória contra o Sport

Depois daquele sufoco danado contra o Vasco, o São Paulo teve uma semana inteira de treinamentos como não acontecia desde a volta da Copa do Mundo. Era hora de descansa, ajeitar coisas que não estavam funcionando bem nas últimas partidas e, principalmente, conseguir se planejar para um duro jogo fora de casa. Pela primeira vez em muito tempo, o Tricolor entraria em campo com um diferente tipo de pressão, defendendo a liderança de um campeonato, então eu estava bem curioso para ver como os jogadores estariam. A vitória de 3 a 1 sobre o Sport foi bem satisfatória, com um placar magro pelo que foi produzido pela equipe visitante. Uma vitória de líder.


Durante boa parte dos 90 minutos, o São Paulo teve domínio total da partida. Na defesa, poucos sustos, especialmente na primeira etapa, com Sidão sendo um mero espectador da partida. No ataque, era claro que o Sport dava a bola para o São Paulo ter que trocar passes, uma tática para ver se o Tricolor se enrolava na criação de jogadas, algo parecido com o que fez o Colón dentro do Morumbi. A tentativa, dessa vez, não foi bem-sucedida.


Com a posse da bola, o Tricolor encurralou o Sport, dando poucas chances para o adversário. A pressão, inclusive na marcação, deu resultado aos 29 minutos, quando Reinaldo roubou a bola num contra-ataque adversário, tocou para Everton que cruzou para o belo gol de Diego Souza – queimando a minha língua após a corneta do último texto – abrir o placar. A recuada que tanto aconteceu nos últimos jogos depois de sair na frente, não aconteceu dessa vez, pelo menos não com ajuda do São Paulo.


Gazeta Press
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Everton, até agora, valendo cada centavo daqueles milhões gastos pelo Tricolor


Na segunda etapa, precisando do resultado, o Sport se lançou para o ataque. Sendo assim, óbvio que as chances deles aumentariam, como realmente aconteceu. Numa boa jogada de Rojas, ainda nos primeiros minutos, o equatoriano cortou para o meio e achou Nenê na entrada da área. O meia chutou rasteiro, ampliou o placar – calando a boca do autor desse texto –, e fez seu primeiro gol usando a camisa 10. Fico feliz que ele finalmente tenha acordado desde o fim da Copa do Mundo, antes tarde do que nunca.


A pressão do Sport na sequência do jogo seria natural, mas o São Paulo soube usar bem o contra-ataque, especialmente com o veloz e inteligente Rojas – que achado, hein? – pela ponta direita. Foram algumas chances perdidas, é verdade, inclusive um gol bem anulado de Reinaldo. O gol do rubro-negro pernambucano, já nos minutos finais, foi fruto de sorte após uma bola desviada na barreira. É verdade que depois eles tiveram uma chance perigosa que foi salva pelo gigante Arboleda, mas o desespero da torcida nas redes sociais foi maior do que qualquer coisa, acho que ocasionado por essa pressão de estar na liderança e precisar se manter lá de qualquer jeito. O bom é que a resposta veio imediatamente em grande lançamento de Hudson e no gol suado de Tréllez. Pronto, vitória confirmada.


Depois das grandes vitórias suadas em jogos importantes, o Tricolor chegou para atuar pela primeira vez como líder e não decepcionou. Se o ritmo intenso vai continuar nos próximos jogos, não sabemos, mas foi bom ver que o time evoluiu desde o último jogo por ter uma semana livre para treinos. Por mais uma semana, a liderança é nossa. Ainda com os pés no chão e com a cabeça no próximo desafio.