O São Paulo lutou muito contra os próprios erros para conquistar um complicado empate

Vamos começar o texto pontuando uma coisa? Sim, vamos!


Diego Souza tem 33 anos, mais de uma década jogando pelos gramados de todo o mundo. Não interessa se ele acertou ou não o jogador do Fluminense, a infantilidade de abrir o precedente e abrir a interpretação do árbitro. Se foi exagerado ou não, fica a seu critério, mas eu não consigo condenar o árbitro vendo o atacante ser tão juvenil daquele jeito. Já é hora de pararmos de passar a mão na cabeça dele, pelo amor de Deus!


Enfim, o jogo.


Com muitos desfalques, especialmente Jucilei, Nenê e Everton, o São Paulo entrou em campo sem a certeza de que dominaria o jogo. Por mais que seja o líder e o Fluminense não esteja em boa fase, o cenário não se mostrava muito favorável. Durante os 90 minutos, no entanto, o clube paulista ainda teve que brigar contra os próprios erros para conquistar esse valioso ponto na disputa do campeonato.


Sim, próprios erros porque tudo que aconteceu foi por falha dos próprios jogadores são-paulinos. Muitos passes errados, chutes desperdiçados e, apesar de dominar a partida, poucas ameaças. Diego Souza, então, decidiu complicar o que já estava difícil com uma expulsão infantil (se não concorda, volte para o início do texto) e deixou o Tricolor com um a menos ainda no primeiro tempo. A partir daí, qualquer ponto era lucro, convenhamos.


Gazeta Press
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O São Paulo bem que tentou, mas ficou só com um ponto


Com tantos desfalques, o time precisou correr dobrado na segunda etapa. Aí, então, veio a segunda falha. Logo após a entrada de Tréllez em campo, o Fluminense lançou uma bola para o ataque, Anderson Martins tentou o corte, Sidão estava fora do gol e... bola na rede. Claramente houve uma falha de comunicação entre os dois jogadores, que poderiam fazer o corte, ainda mais pela presença de um atleta adversário na jogada. Se já estava difícil, ficou ainda mais por erro nosso. Era hora de correr ainda mais.


E na metade do segundo tempo, o São Paulo realmente correu muito para buscar o empate. Régis driblou, perdeu e ganhou a bola, cruzou e contou com a ótima presença de área de Tréllez para marcar. É incrível a diferença entre o colombiano e o camisa 9 do time, especialmente pela vontade. Tréllez corre, briga, se esforça, ajuda na marcação e busca sempre o gol quando está na área. Sem explicação, apenas um deles é titular e isso me incomoda um pouco, admito.


Destaques positivos para Reinaldo, Rojas, Liziero e Hudson. Correram muito durante todo o jogo e deram o máximo. Régis entrou bem novamente e agora conseguiu uma assistência, e ele merece depois de ter sido afastado por um tempo. 


No fim, o empate foi lucro por todas as circunstâncias do jogo. O Fluminense chegou a mandar bola na trave, por exemplo, nos minutos finais. Em um momento crítico do campeonato, o Tricolor soube manter a calma (exceto o Diego Souza) e conseguiu pontuar. Como tanto diz Aguirre, é ‘xogo a xogo’ e esse será nosso mantra até o fim do Brasileirão.