Com elenco curto, o São Paulo vai perdendo fôlego a cada jogo do returno

Por mais que a campanha do segundo turno, até o momento, seja muito parecida com a do primeiro turno, muita coisa mudou no São Paulo. Quando o time venceu o Santos, no lotado Morumbi, antes da Copa do Mundo, o torcedor se animava com a invencibilidade do time e com a possibilidade de ter uma permanência tranquila na Série A após dois anos turbulentos no clube. Agora, o empate mostra que talvez as coisas estão saindo dos trilhos depois de uma boa sequência.


Neste returno, o ritmo do São Paulo baixou consideravelmente, isso é notável. O time voltou a ser derrotado, mesmo que talvez tenha sido sua melhor partida no segundo turno, e venceu apenas duas vezes, ambas em casa e pelo placar mínimo. Empates bobos aconteceram nesse meio de caminho e a dificuldade parece cada vez maior. Contra o Santos, novamente um jogo abaixo do esperado, mesmo que agora o nosso rival tenha crescido e melhorado consideravelmente desde o primeiro encontro.


Gazeta Press
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Everton, machucado antes e durante o jogo contra o Santos, é um dos que não tem substituto pronto para dar conta do recado


Hoje, brigando pela liderança, esperamos sempre o melhor do Tricolor. E é óbvio que ficamos frustrados com a falta de vitórias nos últimos jogos, ou mesmo de jogos mais confortáveis, então começamos a pensar qual a real situação do clube no campeonato. Brigar pelo título, por vaga na Libertadores ou ser um mero coadjuvante? No atual momento do Brasileirão, essa é a hora de se impor, ainda mais com apenas um torneio sendo disputado e com vários dias livres durante as semanas.


O elenco curto, nessas horas, parece ser o problema do São Paulo. A cada jogo, uma nova dor de cabeça para Aguirre montar o time titular, seja por lesão ou suspensão. Para o próximo jogo, por exemplo, Rojas e Bruno Alves são desfalques por conta dos cartões, enquanto Everton ainda é dúvida após a lesão que o tirou de parte da partida contra o Santos. Sabemos que os onze titulares são conhecidos de cabeça e gostamos deles, mas quando o banco precisa ser utilizado, muitas vezes o treinador precisa inventar na escalação ou adaptar peças.


Por mais que tenha contratado muito no começo do ano, ainda faltam peças boas de reposição. E esse problema faz, com certeza, a diferença nessa reta final de Brasileirão. Dos líderes do campeonato, o elenco tricolor é o menor e com menos opções de qualidade no banco. Até por isso, sofre para conseguir os resultados nas últimas partidas. A dor de cabeça está longe de acabar, mas fôlego e a gordura na tabela já se foram há muito tempo.