Preguiçoso e sonolento, o São Paulo não quer (e não merece) ser campeão brasileiro

Como todos sabem, o Brasileirão possui 38 longas rodadas. É um campeonato que começa em abril e termina apenas na primeira semana de dezembro. Longo e muitas vezes cansativo, ele seleciona apenas os melhores a partir de um certo ponto e são eles que vão até o fim brigar pelo título. Por uma dessas coincidências da vida, o São Paulo se colocou como candidato à taça após a pausa para a Copa do Mundo e terminou o primeiro turno como líder. Desde então, o futebol da equipe sumiu a manutenção entre os primeiros colocados virou um mistério. O Tricolor achou que eram apenas 19 rodadas.


Contra o América-MG, neste sábado, o São Paulo entrou com novidades na equipe titular. Rodrigo Caio, titular após cinco meses, foi para a lateral direita e jogou muito bem, mostrando que pode ser uma boa opção para o time após a saída de Militão; Liziero jogou na ponta esquerda, mas depois foi para a lateral do mesmo lado. A equipe se mostrou muito lenta ao longo de toda a primeira etapa, pouco criando diante de um fechado adversário na defesa. O gol de Diego Souza, praticamente no último lance, foi um achado e tanto.


Gazeta Press
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O São Paulo de hoje é apenas uma sombra da boa equipe do primeiro turno


Começou o segundo tempo e o time, mesmo jogando mal, conseguiu sair mais para o ataque. Aí começou também o show de horrores. Primeiro foi com Nene, que saiu sozinho na cara do gol, mas quis tocar de lado e perdeu ótima chance. Depois, Reinaldo quis fazer um golaço de primeira, tirou a bola do companheiro e ainda isolou a finalização. Sem matar o jogo, ficava cada vez mais claro que o time não aguentaria manter o placar.


O ritmo acabou, o fôlego se foi e o inevitável aconteceu. O América trocou passes por mais de um minuto sem ser incomodado, jogou da direita para a esquerda, voltou para a direita e chutou. Sidão até conseguiu fazer boa defesa no primeiro lance, mas não evitou no rebote. Pronto, castigo feito, uma obra que só o São Paulo é capaz de conseguir dentro do Morumbi. Mais dois pontos perdidos em casa de bobeira, como contra o Fluminense. Isso sem contar, claro, os pontos perdidos contra o lanterna Paraná.


O futebol mostrado hoje é reflexo do preguiçoso, sonolento e indolente time que tem aparecido no segundo turno. Com apenas um torneio para jogar e sem ocupar suas semanas, o Tricolor parece estar jogando cada vez menos. O poder ofensivo da equipe simplesmente sumiu. Sem Everton, o Tricolor desaparece. Nene, fundamental no pré-Copa, continua desaparecido, mesmo com a assistência de hoje.


Por vacilos enormes, como o de hoje contra o América que o time vai perdendo a grande chance de título nos últimos anos. O São Paulo não quer ser campeão e, principalmente, não merece levantar a taça.