A demissão de Aguirre apequena ainda mais o bagunçado e perdido São Paulo

Na noite de domingo, quando ninguém esperava nada, o São Paulo anunciou a demissão de Diego Aguirre. Logo, esse texto será recheado de ódio, rancor e muita indignação, podem ter certeza. A demissão não faz o menor sentido e só mostra como a péssima diretoria do clube, com os três espantalhos que já jogaram no clube, não sabe o que está fazendo. Demitir o melhor treinador que tivemos em anos é de uma burrice sem tamanho, algo que só mesmo o São Paulo Futebol Clube atual é capaz de proporcionar.


Aguirre sai do comando com bons 56% de aproveitamento. Um rendimento bem digno se pensarmos que ele não teve o campeonato estadual para inflar os números, por exemplo. Quieto e de forma organizada, Aguirre ajeitou o time a ponto de colocar o São Paulo na liderança do Brasileirão, algo totalmente inimaginável quando assumiu o clube, em abril. Fez mais do que todos esperavam com um elenco fraco, muito fraco, mas o ritmo não se sustentou, ainda mais com peças fundamentais, então a corda arrebentou para o lado mais fraco.


Gazeta Press
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Obrigado por tudo, Aguirre!


É sempre bom lembrar que Aguirre não montou esse elenco horroroso do São Paulo em 2018, ele apenas moldou o time ao seu estilo, e deu certo por muito tempo. A culpa de contratações ruins e caras, como Diego Souza e Tréllez, é da diretoria. Assim como eles que erraram ao pegar o paneleiro Nene, peça importante na demissão do treinador uruguaio por sua birra constante por ficar no banco enquanto não rendia nada em campo. Bruno Peres, o lateral que não marca e não ataca? Culpa da diretoria. Everton Felipe, o jogador que nunca joga? Ideia dos três ex-jogadores patetas.


Com o elenco medíocre que o São Paulo tem esse ano, Aguirre fez milagre. Mesmo assim, não adiantou, sobrou pra ele. Enquanto isso, Nene se diverte com a chance de, enfim, poder jogar sem sabotar outro treinador. O clube virou uma grande divisão entre a "panela do Nena" e o treinador. Óbvio que o clube decidiu demitir Aguirre, pois é isso que tem dado tão certo nos últimos anos. É só lembrar de Ricardo Gomes, Dorival, Osorio, Bauza, Doriva, entre outros. A cada seis meses, o São Paulo muda o treinador, mas nada muda dentro de campo.


No acelerado processo de se apequenar pelo que o São Paulo tem passado nos últimos anos, a diretoria é a maior responsável. Aguirre fez o que poucos imaginavam ou fariam igual, mas ele não serve mais. Pesou contra ele o fato de ter sido bom demais e levado esse ex-clube em atividade ao topo da tabela. Ser líder do campeonato e sonhar com título foi o maior defeito de Aguirre enquanto o Tricolor se encaminha a passos largos para ser uma coisa insignificante no futebol brasileiro e mundial.