O São Paulo de 2019 começa oscilando entre o médico e o monstro

Nas duas primeiras rodadas do Paulista, o São Paulo venceu com certa facilidade. Goleadas contra Mirassol e Novorizontino que acabaram, de maneira forçada, fazendo com que a torcida e a mídia se empolgassem muito com o time que ainda está em construção. Bastou a derrota para o Santos, porém, para fazer o apocalipse novamente rondar o clube.


Como no clássico livro, o São Paulo alterna entre o médico e o monstro, dependendo do adversário. Em alguns momentos, é o dócil e preciso médico, amado e querido por todos. De repente, o time vira o monstro que ninguém quer ver e que todos desejam caçar para se livrar. Não há o mínimo de noção de que esse é apenas o começo do trabalho e muitos já pedem a cabeça do treinador - e até mesmo de alguns contratados. O drama de 2018 apenas continua.


Rubens Chiri / saopaulofc.net
Rubens Chiri / saopaulofc.net

O Santos foi superior ao São Paulo durante todo o jogo


O jogo contra o Santos foi, sim, muito ruim. Não é motivo para desespero. Estamos ainda na terceira rodada do estadual, no dia 27 de janeiro, e o trabalho está brotando. Coisas boas virão, assim como coisas ruins serão notadas. Diante do rival, o São Paulo foi passivo e, principalmente, abusou dos erros individuais, determinando assim o placar final da partida. Sem desculpa, mas não podemos encerrar agora esse projeto para já pensar em outra filosofia de jogo. Sampaoli, sim, deu um nó em Jardine, nem por isso o treinador tricolor é uma porcaria, parem para pensar.


O Paulista, por incrível que pareça, servirá exatamente para testes até a Libertadores chegar. Lá é que a equipe precisará estar pronta e jogando o fino da bola, mesmo que também seja logo no começo da temporada. Os jogos ruins podem acontecer, ainda mais com a falta de ritmo, não é nenhum motivo de desespero. O que devemos notar é que as falhas individuais dos mesmos jogadores - Nenê, Reinaldo e Bruno Peres - se repetem nesta temporada. Um problema e tanto.


Nos resta torcer para a derrota do clássico ficar no passado. E que o São Paulo, no resto do ano, seja mais Dr. Jekyll do que Mr. Hyde.