Do 'AeroLeco' ao vexame em campo, o São Paulo continua se rebaixando a passos largos

Não, o grande problema do São Paulo não foi apenas a derrota do Talleres. Não é um problema que começou na noite de quarta-feira, muito menos na viagem para a Argentina. É uma confusão que já dura anos, mas que continua respigando dentro de campo, um problema que vem de fora para dentro, dos bastidores para o gramado e que irrita a torcida sem que nada mude. É um constante rebaixamento do clube, dia após dia, que a gente já se acostumou a ficar nervoso com fracasso, já nem machuca tanto assim.


O jogo contra o Talleres foi um desastre completo e a derrota já aparecia no horizonte quando saiu a informação do 'AeroLeco'. Cerca de 25 conselheiros do clube viajaram na mamata para ver o time em campo na Argentina. Sim, isso mesmo, mais conselheiros do que jogadores foram ao jogo. Vale sempre lembrar que os "cardeais do Morumbi" não passam de velhos ultrapassados que não sabem mais porcaria nenhuma de futebol e ficam apenas mamando nas tetas do clube. Leco, que já está fazendo hora extra na presidência, foi conivente para tentar agradar a todos. Uma palhaçada gigantesca.


Em campo, um primeiro tempo decente contra o Talleres, criando algumas poucas chances, mas, principalmente, sendo pouco ameaçado. Chegou a segunda etapa e um completo desastre. O time recuou muito, voltou desligado e, de forma apática, levou dois gols bestas. No primeiro, três jogadores olharam o argentino dominar a bola com calma na entrada da área e acerta um belo chute. Depois, os são-paulinos ficaram novamente parados enquanto os rivais tabelavam para marcar.


Rubens Chiri / saopaulofc.net
Rubens Chiri / saopaulofc.net

Jucilei, o pior em campo, viu o jogo em lugar VIP e não marcou ninguém


Jucilei estava pesado, parecia uma balsa correndo atrás de uma Ferrari, não viu nenhum argentino em campo. Reinaldo e Bruno Peres são duas avenidas sem trânsito, você pode passar com facilidade. Hudson precisa se controlar para não levar mais cartões bestas. Hernanes não apareceu em campo e Nene foi o mesmo preguiçoso do final de 2018. Aliás, a gente só está na pré-Libertadores porque a maior parte desses jogadores que estavam em campo contra o Talleres não aproveitou as chances de passar o Grêmio na reta final do torneio, inclusive contra o moribundo Sport dentro de casa. A eliminação agora não será nada mais do que um merecido castigo.


O problema é que os olhares se voltam todos para André Jardine. A desesperada e carente torcida já começa a chamá-lo de "estagiário" ou "incompentente", mas são os mesmos que pediam sua efetivação antes da contratação de Aguirre no meio do ano passado. Efetivação que, por sinal, ele merecia bastante, mas não da forma que foi feita. Se a diretoria do São Paulo, sempre ela, não tivesse se afobado, a situação hoje seria diferente, mas Jardine assumiu pressionado e não teve um instante de sossego desde então. 


O vexame diante do Talleres foi só mais um capítulo de um São Paulo acostumado a fracassos, se rebaixando dentro e fora de campo. Viramos coadjuvantes de luxo e nada mais. Uma vergonha sem fim.