O planejamento do São Paulo mostra que o clube caminha na direção do amadorismo

Na tarde desta quinta-feira (14), o São Paulo deu mais uma descida rumo ao fundo do poço e abraçou de vez o amadorismo que lhe cerca há anos. Numa decisão ridícula, a diretoria tirou André Jardine do cargo de técnico e anunciou a contratação de Cuca. Até aí, parece normal e que estou exagerando sobre as coisas. A melhor vem agora: Cuca só assumirá em abril e Vagner Mancini será interino do time por dois meses. É...


A estreia da equipe no Paulistão foi no dia 19 de janeiro, há menos de um mês, e Jardine já saiu do cargo. OK, você pode dizer que ele entrou em novembro, já com o clube pressionado, teve uma inexplicável viagem para a Flórida no caminho e que o time não rendeu. Mesmo assim, se era uma aposta como tanto diziam, deveria ficar mais um tempo. A eliminação para o Talleres doeu, mas ele não foi o único culpado.


Rubens Chiri / saopaulofc.net
Rubens Chiri / saopaulofc.net

"Lá vem o São Paulo fazendo outra m*..."


A parte inexplicável, no entanto, é a contratação de Cuca para assumir só em abril, por questões de saúde. Mancini, que foi contratado para outra função, vira técnico como todo mundo esperava em algum momento. Ele estava ali quietinho só para assumir puxando o tapete de Jardine. Missão cumprida.


Se Cuca só poderá assumir o time daqui dois meses, por que outras opções não foram pensadas? E se Mancini fizer o time render tão bem a ponto de merecer a continuação no cargo, como fica? E se os médicos não liberarem Cuca em abril? E por que devemos esperar dois meses por Cuca sendo que Jardine teve um mês de temporada apenas? Questões inexplicáveis que só o amador São Paulo, que precisa fechar as portas antes de mais vexames, consegue proporcionar.


Enquanto os técnicos passam, os jogadores continuam acomodados e mandando em quem passar ali. A diretoria continua omissa. Leco continua o pior presidente da história. O tempo passa e nada muda, o São Paulo virou uma bagunça sem fim que caminha a passos largos para a insignificância. Ser a grande piada parece o único projeto levado a sério no Morumbi.