O chilique de Jean é um retrato da falta de comando no São Paulo

A nova polêmica no Morumbi foi a briga entre Jean e Vagner Mancini. O goleiro, jovem e mimado que é, não gostou de uma cobrança após a derrota para o Palmeiras e saiu da conversa com o elenco. Como castigo, foi afastado das atividades, punido no salário e aproveitou para desabafar nas redes sociais. O chilique sem tamanho é apenas um retrato da bagunça que virou o São Paulo.


Jean não jogou contra o Palmeiras, é verdade, então normal se incomodar com uma cobrança, ainda mais se ela for dura. Ninguém é obrigado a gostar de todas as críticas que ouve, mas ele passou por cima do treinador e desobedeceu alguém superior na hierarquia. Aí é que está o problema. Jean pode não gostar do que ouviu de Mancini, mas poderia chamar o treinador interino de canto para resolver a história toda.


Agora, ele se queima com a torcida e com o futuro treinador do São Paulo. Afinal, não vamos nos esquecer, Cuca assume em abril e Jean provavelmente chegará com a imagem arranhada diante do novo treinador. Jovem, de cabeça-quente e chiliquento, não pensou nisso. Não é a primeira vez que Jean dá uma mancada. Ele repete erros no SPFC, como muitos outros, por um simples motivo: a diretoria é frouxa.


Nos últimos anos, nos acostumamos a ver jogadores forçando saída, atrasando em reapresentações, desobedecendo técnicos e dirigentes publicamente e nada acontece. Uma bagunça sem tamanho. Não há comando no Tricolor, não há uma pessoa que imponha respeito. Já vimos o filme em 2018, com o elenco querendo derrubar Aguirre. Em 2017, tivemos os muitos atrasados de Cueva para forçar uma saída. Ser jogador do São Paulo é uma moleza, você faz o que quer sem temer as consequências.


Gazeta Press
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Jean treinará afastado por algum tempo após o caso de indisciplina