Com um misto de garra e sorte, o São Paulo valorizou o "Paulistinha" com uma classificação heroica

Enquanto eles chamam de Paulistinha, a gente valoriza o campeonato. Hoje, no estádio deles, o São Paulo quebrou uma série de tabus. Tudo bem que não vencemos o jogo, mas também não perdemos. O empate foi o primeiro ponto marcado lá e, convenhamos, como ele foi importante. Nos levou para os pênaltis, para uma classificação heroica em um clássico tão complicado. Depois de tanto ficar no quase, o São Paulo enfim está na briga por um título. Não é mentira, nem loucura, é a realidade.

Depois do início bagunçado de ano que tivemos, inclusive se classificando em segundo lugar no grupo e com vaga garantida apenas na última rodada, poucos imaginavam que o São Paulo conseguisse bater de frente contra o Palmeiras, ainda mais com tantos garotos de Cotia em campo. Eles poderiam tremer? Sim, claro, normal, mas eles foram GIGANTES. Diante de um adversário superior, o Tricolor foi guerreiro ao máximo para chegar na decisão. Precisamos apreciar Luan, Antony, Liziero e Igor Gomes, nossos meninos que estão jogando muito. Não venda, São Paulo, por favor!


Não foi fácil, nunca será. Poderíamos ter feito dois gols, mas também poderíamos ter sofrido dois ou três gols. O jogo foi duro, pegado, com chances para os dois lados. O São Paulo, porém, não se intimidou com a gritaria dos rivais, com a torcida deles empurrando. Durante 180 minutos, não ficamos menores que eles. Esse foi o primeiro passo para essa importante classificação.


Rubens Chiri/saopaulofc.net
Rubens Chiri/saopaulofc.net

Eles tentaram intimidar o São Paulo, mas a tática não funcionou


Nos pênaltis, a sorte nos sorriu como há muito tempo. Volpi defendeu duas bolas, sendo que uma ainda bateu na trave. Perdemos pênalti, sim, mas também teve gol de cavadinha. Fomos ousados, mas também cerebrais. O São Paulo deu orgulho como há muito tempo. E agora estamos na briga por um título, a primeira final desde 2012, acredita se quiser.


O São Paulo, na última semana, já tinha provado que poderia se igualar ao rival. Hoje, repetiu o cenário. Era um caso igual ao do ano passado, quando também fomos eliminados nos pênaltis, fora de casa, nas semifinais. O Tricolor precisava parar de apenas se igualar, mas também derrotar os rivais em mata-mata. Foi isso que aconteceu de forma saborosa, uma classificação enorme. Hoje é dia de ficar orgulhoso, de bater no peito e exibir nosso belo escudo, nossa bela camisa nas ruas.


A primeira batalha está vencida, mas ainda tem outra. Corinthians ou Santos, o futuro ainda nos dará respostas. Se passamos por um duelo, podemos passar por outro se jogarmos da mesma forma. Se eles chamam de "Paulistinha", nós chamamos de PAULISTÃO. E vamos em busca do título!