No primeiro jogo da final, o São Paulo se enrolou na previsível retranca adversária

Quando o adversário do São Paulo na final foi definido, o cenário do primeiro jogo já estava decidido. O Corinthians repetiria o cenário de se retrancar ao máximo para travar o jogo e, assim, decidir em seu estádio. Restava ao Tricolor, desfalcado e ainda em reconstrução, furar essa defesa. No primeiro jogo, porém, não deu certo e o placar continuou zerado após 90 minutos. Não era o que ninguém queria, mas era bem esperado.


A estratégia do Corinthians era previsível. O time visitante ia se defender, tenta atacar raramente e se preocuparia apenas em não levar gols em um Morumbi lotado. A tática deu certo, por enquanto, pois o Tricolor se enrolou nar retranca rival e não conseguiu marcar. É verdade, no entanto, que o São Paulo não é uma das melhores equipes ofensivamente, com poucos gols durante o ano e muitas dificuldades para acertar o alvo, complicando ainda mais a missão.


Rubens Chiri/saopaulofc.net
Rubens Chiri/saopaulofc.net

O jogo foi feio no Morumbi, mas todo mundo esperava isso


E como se não fosse possível complicar ainda mais, os muitos desfalques atingiram o São Paulo na reta final da competição. Pablo foi o primeiro a sair, com uma lesão que o tirou dos últimos dois jogos. Hernanes ainda está se recuperando e talvez esteja pronto mesmo para a reta final. Liziero, que vinha jogando muito bem, ficou fora da primeira partida da final e ainda é dúvida para o jogo de volta, deixando um grande problema para Cuca.


O treinador, aliás, tentou compensar a ausência de Liziero com uma escalação bem diferente. A opção de colocar Carneiro no comando de ataque parecia interessante, pois visava o jogo aéreo, um dos pontos fracos do rival. A estratégia de colocar Igor Gomes e Everton Felipe na armação das jogadas, porém, não funcionou bem e tudo mudou logo no intervalo. Deixar Luan sozinho na marcação foi outro ponto que complicou muito o time, especialmente nos contra-ataques adversários.


No segundo tempo, as coisas melhoraram e o São Paulo até criou algumas poucas chances de gol. Pouco para assustar o goleiro rival e para abrir o placar. Foram 90 minutos tensos, complicados de jogar e de assistir. Ninguém está morto, todo mundo está vivo. Agora, na volta, o São Paulo precisará exorcizar mais alguns fantasmas se quiser o título. Acreditar no impossível virou uma coisa natural para o são-paulino, resta saber se o time vai conseguir cumprir a missão.