São Paulo não vence, mas enche a torcida de esperança

Finalmente o São Paulo estreou na Libertadores. Parece que se passaram anos desde que nos classificamos para a competição. O adversário era um grande desconhecido para quase todos os torcedores e jornalistas esportivos. O problema é que o desconhecido é um grande perigo, principalmente por não sabermos o que nos espera. Esse talvez tenha sido o grande inimigo do Tricolor no jogo desta quarta-feira.

O São Paulo foi melhor do que o Cesar Vallejo desde os primeiros minutos. Chegou a fazer um gol com Alan Kardec, não marcado pela arbitragem, e mandou uma bola no travessão com Ganso. Velocidade, bom toque de bola, ultrapassagem dos laterais, jogadores próximos em campo e boas jogadas nascendo.

Só que num passe de mágica, o time peruano achou um gol. Um chute muito feliz no pequeno espaço dado pela marcação, acertando a bola no ângulo do goleiro Denis. Nem dois goleiros fariam aquele defesa. Um azar que só nos pode fazer lembrar de 2015, quando o Tricolor pressionava os rivais e tomava um gol por besteira ou sorte dos outros.

No segundo tempo, com o time da casa recuado e o São Paulo precisando do resultado, nos soltamos. O Tricolor pressionou bastante, criou oportunidades, mas a bola teimava em não entrar. Precisamos, então, de Calleri. E com alguns minutos em campo, marcou um golaço, por cobertura, mostrando seu cartão de visita e justificando toda a atenção que ganhou da diretoria paulista.


Rubens Chiri / São Paulo FC
Rubens Chiri / São Paulo FC

Obrigado, Calleri!


Em alguns momentos, porém, o São Paulo levou sustos desnecessários do Cesar Vallejo. O gramado do time peruano é grande, facilitando o toque de bola e a movimentação, mas complicando o time que precisa marcar. 

Foi só o segundo jogo da temporada e o São Paulo mostrou que ainda tem muita coisa para melhorar. É normal, acontece, até porque estão todos conhecendo a filosofia do novo técnico, as táticas e até mesmo o rival. Diferente da partida contra o Red Bull Brasil, o time não baixou o ritmo e foi mais consistente.

Se falhamos em alguns poucos momentos, o time mostrou muita vontade na maior parte da partida, pressionando o rival e buscando o gol até o último instante. O problema é que a sorte esteve ao lado do nosso adversário, com zagueiros salvando gols, goleiro inspirado e até erros de arbitragem.

Dá para ser confiante, torcida tricolor. O time jogou bem, criou oportunidades e passou longe de ser aquele time apático do ano passado. O São Paulo é mais time do que o Cesar Vallejo, precisa apenas saber como furar a retranca rival e tomar cuidado na defesa no jogo de volta. Precisamos, porém, saber que. caso estejamos na fase de grupos. os times são melhores e vão nos dar mais trabalho.

Agora é hora de lotar o Pacaembu na semana que vem. Uma vitória simples nos dá a vaga. Hoje faltou a vitória, mas sobrou vontade. Que na próxima quarta-feira as duas coisas se juntem.

Mas se não fosse aquele gol do Calleri...