El otro Carlitos

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Gabriel Batistuta comemora seu segundo gol na final da Copa América de 1993, na vitória contra o México por 2X1, seguido por Simeone e Leo Rodríguez.


Permitam-me que eu me apresente. Não seria educado da minha parte chegar a uma casa tão nobre quanto o ESPN FC chutando a porta, falando coisas do tipo “Sampaoli, meu querido, admiramos muito sua filosofia e sua proposta de jogo, mas ela é para 2022. Agora você não tem tempo, vamos ser mais pragmáticos! Não precisa ser nível Bauza, mas o fato é que a Copa tá ali na esquina!”


Ih... Foi mais forte do que eu... Mas se este é o site que veste a camisa, esse “deslize” há de ser perdoado. Continuando, assino o blog como “El otro Carlitos”, um subproduto de me chamar Carlos e ter amigos espirituosos quando, em 2005, Carlos Tevez saiu do Boca Juniors e veio jogar no Corinthians, sem que deixasse de jogar por um time pelo qual eu torço.


Nasci em Buenos Aires, cresci em Belo Horizonte, mas sempre mantive o olho atento aos detalhes que diferenciam duas escolas tão parecidas. E o futebol é só um reflexo da vida. Para entender diferenças sutis em linhas de pensamento relacionadas a futebol, basta entender como um argentino ou um brasileiro enxerga a vida. E nisso eu tenho experiência. São anos observando os meus pais. Eu tenho um de cada!


Ah... a foto... Ela parece não ter nada a ver com nenhum dos Carlitos, mas tem. Guardei durante anos um jornal que saiu logo após o término da Copa América de 1993. Essa mesma foto, em preto e branco, estampava a capa. Foi o último título da Seleção principal. É uma honra ser, dentro do ESPN FC, a voz de quem não vê a hora de ter outras fotos pra se lembrar.


El otro Carlitos