Contra a Alemanha, qualquer meio a zero é VINGANÇA

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90 milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração ♫


Que vençamos a Alemanha amanhã! Esse é o desejo de 200 milhões em cada 100 milhões de brasileiros. E que a vitória venha insculpida no matiz encarnado da VINGANÇA!


Venhamos e convenhamos, meus diletos amigos, se a gente ganhar de meio a zero amanhã já será uma doce e abençoada vingança.


Não existe esse papo de que para se vingar da Alemanha é necessário aplicar um 7 a 1, numa semifinal de Copa do Mundo na casa deles. De preferência no Signal Iduna Parkou ou na Veltins-Arena, que ficam no Valor do Ruhr, que é a região mais populosa e também a maior região industrial alemã. Nada disso.


Não aceito esse positivismo, tendo em vista que a famosa Lei de Talião e o não menos célebre Código de Hamurabi, que previam a aplicação da pena cruel do “olho por olho, dente por dente” não foram recepcionados pela Constituição da Zoeira.


Nesse sentido, minha interpretação do termo vingança é tão ampla que, se o nosso capitão ganhar o par ou ímpar amanhã, eu já vou gritar um CHUUUUUUPA ALEMANHA que cruzará o Atlântico e fará reverberar as encostas escarpadas do Castelo de Neuschwanstein. Favoritem e me cobrem.


Qualquer vitória nossa contra eles deve ser festejada, como, por exemplo, a que arrancamos desses chucrutes na final os Jogos Olímpicos: sofrida, nos pênaltis, mas plena.


Ou alguém aqui acha que as vinganças de Beatrix Kiddo, em Kill Bill, ou de William Wallace em Coração Valente foram idênticas aos danos que esses diletos heróis suportaram? Claro que não. Percebam que Maximus, ao se vingar contra Commodus, em Gladiador, não reteve nada para si. Antes, eles, heróis, se entregam de corpo e alma ao objetivo de se vingar, seja lá como for. O que importa é a vingança em si e não a sua forma.


A verdade é que de 2014 para cá, a Seleção Brasileira já deu provas mais do que suficientes de que se recuperou da pior fase que atravessou em sua história (as lágrimas do menino!). Hoje em dia somos, com sobra, o time a ser batido nessa Copa.


Por seu turno, a Alemanha buscou uma renovação em relação ao time de 2014, mas no contexto individual, os jogadores que formam sua seleção não estão no primeiro escalão do protagonismo do futebol atual. Claro que em outras oportunidades eles provaram que algumas seleções tinham grandes jogadores e só eles tinham, de fato, um time.


Foi essa exatamente a alteração mais importante que tivemos. Agora, com Tite, nós também temos um time. Os Onze de Adenor são um conjunto equilibrado, cioso de suas limitações e que já demonstrou em muitas oportunidades que sabe extrair o melhor de suas peças.


Agora é time contra time, meus amigos. Não é mais aquele bando dependente do Neymar, contra a panelinha de Her Joachim Löw, o Comedor de Meleca. Teremos um jogo, daí toda a minha (nossa, deles, do mundo todo praticamente nessa bagaça) expectativa de ver esse jogo acontecer.


Alô, Tite e seus Onze Intrépidos, para a nossa autoestima, a Copa do Mundo da Rússia começa amanhã, no histórico Estádio Olímpico de Berlim. Nos ofereça nossa aguardada vingança, seja ela como for.