O Brasil venceu a Alemanha: a segunda parcela vence na Copa

Vou tentar resumir minha alegria para ver se ela cabe numa frase só, vamos lá: o Brasil venceu a Alemanha!


Não é que coube direitinho? Esperem um pouco, vou falar outra vez, é gostoso demais dizer isso, pois as palavras se encaixam direitinho na boca, vejam só: o Brasil venceu a Alemanha.


Gol de Gabriel de Jesus. Gol chorado. Chorado como a carinha de choro do Gabriel. Achei isso perfeito. Nossos roteiristas estão de parabéns. Sem contar que, no mesmo dia, a Argentina toma um 6 a 1 da Espanha, como numa troca do bastão da humilhação. Se isso não for um sinal, não sei mais o que pode ser.


Eu falei antes do baba (aqui) que agora nós também temos um time. Lembram? Foi exatamente isso que vimos no jogo. Nosso time compactado lá atrás, marcando com precisão e saindo na boa com mais qualidade para decidir.


Antes do gol, Gabriel teve uma grande chance em uma arrancada padrão Ronaldo Fenômeno, e uma finalização estilo Deivid. Nosso menino mandou na lua uma oportunidade maravilhosa.


Mas no lance seguinte, o menino brocou. Foi o nono gol dele pela Seleção. Gabriel se confirmou como o artilheiro da Era Adenor. Assistência na medida do William, tipo cruzamento que também pode ser chamado de faz lá e me abraça.


CBF
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No segundo tempo o Brasil criou ótimas jogadas, e o segundo acabou não saindo pois a pontaria de Gabriel, Paulinho e Coutinho não estava das mais balanceadas.


Por sua vez, os alemães venderam caro essa vitória magra, lutando com o mesmo ímpeto que os homens de Armínio, o Querusco, que dizimaram os romanos em 9 a.C. na Batalha da Floresta de Teutoburgo. Até porque eles defendiam uma série invicta de 22 jogos e estavam a apenas um de superar o seu recorde histórico.


Seria uma pena se logo o Brasil tirasse deles esse gostinho em pleno Estádio Olímpico de Berlim. Que desagradável, meus queridos chucrutes. Que chato.


A alma está lavada. Os fantasmas foram conjirados e aprisionados no esquecimento. Não vou nem entrar no mérito se foi vingança ou não, pois na coluna que antecedeu o jogo já esgotamos o tema, para desespero e indignação dos ultra-moderninhos que nunca viram uma bola de capotão e insistem em cagar regras para delimitar o alcance do verbo "vai ter volta".


As contas estão acertadas, senhores. Isso é tudo. A quantidade nunca teve relevo diante da qualidade. Se insistirem nesse tema, diga que o povo brasileiro é assim mesmo. Em suas mínimas coisas, o BR professa a milenar arte do crediário e fará questão de pagar aqueles sete gols parcelados em suaves prestações.


A segunda parcela vence na Copa.