Sobre a Lista Final e Os 12 Trabalhos de Tite

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Ensina, Adenor


Ao lado dos NOVE DA FAMA e dos DOZE PARES DE FRANÇA, a historiografia já pode registrar, oficialmente, os VINTE E TRÊS DE ADENOR. Os caras que vão envergar a amarelinha na Rússia e abrir caminho para mais uma conquista o mundo.


Na verdade, pelo menos 17 desses caras, já eram conhecidos, pois o Adenor fez questão de nos dar esse spoiler faz tempo. Só 16 desses nobres cavalheiros, sobreviveram até aqui, pois, recentemente, tivemos a baixa do valente Dani Alves.


As escolhas do mestre Adenor, portanto, recaíram sobre os seguintes guerreiros:


Goleiros: Alisson, Cássio e Ederson


Defensores: Danilo, Geromel, Filipe Luís, Marcelo, Marquinhos, Miranda, Fagner e Thiago Silva


Meio-campistas: Casemiro, Fernandinho, Fred, Paulinho, Coutinho, Renato Augusto e Willian


Atacantes: Douglas Costa, Firmino, Gabriel Jesus, Neymar e Taison


Toda Copa do Mundo é a mesma coisa: a lista final é sempre a mais previsível de todas. Mas como a convocação é – a exemplo de outras tantas ações do treinador – carregada do mais forte subjetivismo, toda a gente tem a sua lista particular e faz questão de compará-la com a provável lista oficial até o último instante.


Surpresa como a convocação de Danilo, depois da confirmação antecipada da ausência de um dos titulares absolutos e líderes da Seleção, nem deveria ser chamada de surpresa. Foi apenas uma reposição.


Mas é certo que haviam 6 vagas não preenchidas e elas foram ocupadas por Cássio, Geromel, Filipe Luís, Fagner, Danilo e Taison.


Todos confiam muito nesse time, essa é que é a verdade. A gente quase esquece o fundo do poço em que a Seleção estava quando o Tite fez sua primeira convocação.


Quem lembra? No dia 22 de agosto de 2016, os escolhidos foram:


Goleiros: Alisson, Marcelo Grohe e Weverton.


Defensores: Gil, Marquinhos, Miranda e Rodrigo Caio, Daniel Alves, Fagner, Filipe Luís e Marcelo.


Meio-campistas: Casemiro, Giuliano, Lucas Lima, Paulinho, Philippe Coutinho, Rafael Carioca, Renato Augusto, Willian.


Atacantes: Gabigol, Gabriel Jesus, Neymar, Taison.


Dos 23 convocados no primeiro chamado, 14 agora carimbam o passaporte para a Rússia. Só podemos chamar isso de um trabalho consistente e coerente. Quem tem boca reclama as ausências na lista que quer, mas uma coisa é certa, com Adenor as cartas sempre estiveram na mesa.


No futuro, as gerações de apaixonados pelo futebol falarão dos DOZE TRABALHOS DE TITE, quais sejam:


1. Recuperar o Orgulho do Futebol Brasileiro


 Quando assumiu, nosso moral estava dizimado. Todos imaginavam que o futebol brasileiro havia terminado.


2. Matar a Hidra da desconfiança


A Hidra era uma serpente monstruosa que tinha nove cabeças cada qual gritando a plenos pulmões que 7 a 1 foi pouco e que todos deveríamos começar a torcer pela Argentina.


3. Alcançar correndo o topo do Ranking Mundial


Em pouquíssimo tempo, o Brasil de Tite saiu de uma frágil posição de Seleção em declínio para voltar ao lugar que historicamente sempre foi seu, o grande bicho papão do ludopédio internacional.


4. Montar um grupo vencedor


As escolhas de Adenor sempre recaíram sobre atletas que souberam responder aos estímulos e a trabalhar sobre pressão, receita consagrada de sucesso.


5. Limpar os Currais de Dunga em 2 meses.


Em apenas dois meses, o Brasil de Tite saiu da incômoda e vexaminosa sexta colocação para a liderança das eliminatórias.


6. Matar o monstro alado do Ego.


Tirou a braçadeira de Neymar, chamou nosso camisa 10 na regulagem e fez um rodízio de capitães valorizando seu grupo.


7. Manter a Seleção motivada.


Mesmo depois de garantir a participação na Copa do Mundo, a Seleção manteve o foco e jogou um futebol competitivo.


8. Aprender a jogar sem Neymar


Adenor livrou o Brasil da neydependência, que, dentre outras coisas, nos custou uma Copa do Mundo em 2014.


9. Promover a Renovação


Adenor confiou em jovens promessas como Gabriel Jesus e Coutinho e resgatou Paulinho e Renato Augusto das garras do dragão do esquecimento chinês e os transformou em novas referências.


10. Aprisionar o espírito de vira-latas


A confiança no hexa é tamanha entre os brasileiros, uma das frases mais correntes e coerentes na internet em tempos dessa gloriosa Era Adenor é que devemos apostar no Hepta, pois o Hexa já é uma realidade insofismável.


11. Manter incólume nossa hegemonia


Desde 1970, o Brasil está no topo da lista dos países mais vencedores da Copa do Mundo. Agora contamos com Adenor e seus 23 para nos mantermos o posto.


12. Conquistar o Hexacampeonato


O mais importante os doze trabalhos, não por acaso o último. O encerramento luminoso de um ciclo glorioso da Seleção. Alguém duvida?


Minhas malas já estão prontas, amigos. Meus ingressos para a final também estão garantidos. Torcerei como nunca para ver um final feliz nessa incrível jornada do senhor Adenor Leonardo Bachi.


Tite completará seus DOZE TRABALHOS.


Serei testemunha ocular da história.