Armado até os dentes! Como o Brasil pode superar a Bélgica nesta sexta-feira

Brasil x Bélgica será um jogaço! Você já leu aqui  o quanto espero por esta partida de quartas de final. Bola cantada desde o sorteio dos grupos, no fim de 2017. Escrevi neste mesmo post sobre o trio De Bruyne-Hazard-Lukaku, que promete atormentar a defesa brasileira. Mas se eles contam com todo este talento, no Brasil temos ainda mais!


Separei por tópicos as armas que a Seleção tem e o quanto elas se encaixam contra os adversários desta sexta-feira.


Marcelo-Coutinho-Neymar


Nosso trio ternura pela esquerda está de volta! Quando parecia que o entendimento entre eles caminhava para um maior amadurecimento, Marcelo nos deixou com dores na lombar. Agora, eles estão mais do que confirmados no time titular por Tite. O lateral-direito Meunier, acostumado a treinar contra Ney, já admitiu que não faz a menor ideia de como parar o nosso 10. Witsel, no fraco campeonato chinês, terá sérias dificuldades para acompanhar Couto, e só de pensar em Mertens marcando Marcelo já começo a me iludir! Que trio maravilhoso!


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Existe trio mais ousadia e alegria que este? Desconheço!


A redenção de Jesus


Não é segredo para ninguém que a maioria dos brasileiros gostaria de ver Firmino como titular. Eu discordo dessa maioria. O time está encaixado com Gabriel, que pode fazer sua melhor partida nesta Copa. Além do que Firmino é importante arma no segundo tempo, sempre mudando o jogo quando entra.
Jesus conhece como ninguém o trio de zagueiros Alderweireld, Vertonghen e Kompany. Os dois primeiros são rivais no Tottenham e o último seu companheiro no City. Gabriel deveria jogar com mais liberdade, circulando na intermediária e tirando a referência de marcação dos três para confundir o sistema defensivo. Nos contra-ataques que certamente virão, sua velocidade causará estragos. Anote aí!


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Menino Jesus, essa é a sua hora!


Willian, o foguetinho


A Bélgica tem um lado esquerdo fortíssimo no ataque. Carrasco, De Bruyne e Hazard também formam um trio de respeito. Mas temos Willian! O meia do Chelsea recuperou o bom futebol contra o México e deve aprontar contra quem quer que jogue na ala esquerda. A sobra daquele lado é de Vertonghen, outro que está acostumado a ser deixado para trás pelo nosso camisa 19 na Premier League. Além da fase ofensiva, Willian também promete ser decisivo na recomposição, característica marcante de seu futebol.


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Voe para cima deles, Willian! O foguetinho vai aprontar...


Variação tática


O Brasil mostrou uma variação muito interessante contra o México. Saímos em muitos momentos do tradicional 4-1-4-1 para o 4-4-2. Ambos são esquemas que prometem encaixar no 3-4-3 da Bélgica. Optando pelo primeiro, teremos superioridade numérica no meio, com Fernandinho armando o jogo desde trás e liberando Paulinho nas costas de De Bruyne. O encaixe fica assim: Neymar x Meunier, Coutinho x Witsel, Paulinho x De Bruyne e Willian x Carrasco/Chadli, com Fernandinho sobrando e distribuindo o jogo. Na fase defensiva, Fernandinho ficará mais livre para a cobertura dos laterais, o que promete ser essencial, já que Hazard e Mertens serão perigo constante para Fagner e Marcelo. Neste modelo, Paulinho será uma peça-chave, tendo de segurar seu ímpeto para ficar de olho em De Bruyne, e, ao mesmo tempo, aproveitar suas infiltrações nas costas do camisa 7 belga.


Caso optemos pela segunda versão tática, o encaixe muda apenas do lado esquerdo. Coutinho vai bater com Meunier, e Fernandinho com Witsel. Com Neymar mais solto e Gabriel Jesus em incansável movimentação, o Brasil fica mortal para o contra-ataque, explorando as brechas entre os três zagueiros, todos lentos. Outra vantagem é que assim o Brasil fica coberto em uma possível troca de posições entre De Bruyne e Witsel, não é nada interessante para nós que o meia do City ataque contra Coutinho, e neste esquema isso jamais acontecerá. O problema pode ser deixar Hazard e Mertens no mano a mano contra os laterais, ainda mais com o poder absurdo que Lukaku tem como pivô. Ônus e bônus que caberão a Tite e ao andamento do jogo decidir.


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O mestre dos mestres! Adenor vai nos fazer sorrir, boto fé.


Fácil não será, isso está muito claro. A Bélgica merece todo nosso respeito e já exaltei todos os seus predicados. Nesta Copa do Mundo, contamos com apenas uma mão os jogos que foram tranquilinhos. E quartas de final não é nem lugar para esse tipo de jogo! A ansiedade corrói... Chega logo minhas 15h!


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