É oficial: este é o pior Sevilla dos últimos anos

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Correa impotente: time deixa muito a desejar


Nem a invencibilidade do Sevilla na temporada em casa, nem o recorde de Jesús Navas como jogador com mais atuações na história do clube: nada chama mais atenção do que o jogo horrível praticado pelo Sevilla. O empate em casa (0-0) ante o Levante mostra pouco do que se pode perceber por quem acompanha o clube há mais tempo. Certamente a vaia impressionante do fim do jogo representa muito mais.


O Sevilla atual é uma caricatura pobre e faminta, bastante inferior a todos os últimos times do Sevilla nas últimas temporadas. Bastante inferior é pouco. Não há comparação alguma com alguns deles. Este time é inferior ao de Sampaoli e absurdamente inferior aos de Unai Emery, em todos os aspectos - tático, técnico, físico e emocional.


É um time que mistura indolência, desorganização e, em alguns casos, ruindade mesmo. Alguns jogadores não combinam com o estilo de jogo pretendido, outros não têm futebol para atuar no nível que o Sevilla atual exige. Apostas como Navas, Nolito e Pizarro representam muito mais do que parecem. São apostas fáceis, jogadores conhecidos do futebol espanhol, do torcedor do Sevilla ou do núcleo argentino do grupo. Mas não rendem como o que se exige.


Paulo Henrique Ganso está, por sua vez, se tornando um capítulo à parte. Dessa vez foi titular. Não foi muito bem, teve uma atuação discreta. Foi substituído no começo do segundo tempo, sob aplausos do torcedor e subsequentes vaias para o substituto, Vázquez. É estranho. Ganso pode estar se esforçando, mas a balança inclinada a favor do jogador brasileiro parece apresentar aspectos extra-campo. Fato é que, juntos, Vazquez e Ganso custaram praticamente 30 milhões de euros e nenhum dos dois parece se firmar.


A situação de Eduardo Berizzo é bastante delicada. Admira-se a bravura e o profissionalismo do treinador, de comparecer para a partida, mesmo diante da grave enfermidade que enfrenta. No entanto, seu time, independentemente deste elemento sensível, é muito desorganizado, muito mal trabalhado, confuso e frágil.


Há muito a se fazer, caso o Sevilla queira salvar a temporada.