Fulminante, Sevilla atropela Atlético e justifica troca de treinador

Getty Images
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Banega celebra: mais uma vitória incontestável


Mais uma vitória arrasadora no renascimento do Sevilla na temporada: 3 a 1 sobre o forte Atlético de Madrid e classificação justa para as semifinais (5 a 2 no resultado global). O Sevilla, inacreditavelmente, sobrou na eliminatória, justificando a alteração de treinador e se mantendo vivo nas três competições que disputa.


Copeiro, o Sevilla volta a disputar uma semifinal de Copa do Rei, após apenas um ano de ausência. E da forma mais merecida possível. O time de Vincenzo Montella impressiona: rapidíssimo, vertical, intenso, objetivo. Com base nessas características, marcou o primeiro gol, no jogo de hoje. Aos 25 segundos, Escudero mostrou para o Pizjuán lotado: não havia que especular com o resultado do jogo de ida.


A sequência da partida teve mais uma falha de Sergio Rico, que se comió o golaço de Griezmann, trazendo emoção para a eliminatória. Entretanto, estava claro para o torcedor do Sevilla: era possível acreditar no time. Oferecendo exatamente o estilo de jogo que o torcedor sevillista gosta (pressão alta, velocidade e objetividade, sem grandes invenções e recorrendo ao bom e velho chutão quando necessário), o time recebeu grande incentivo de la grada e se alimentou disso, crescendo na partida.


No segundo tempo, o time apresentou superioridade, com Banega e N'Zonzi tomando conta do meio-campo, com excelente técnica e inteligência, na saída de jogo. Os gols vieram sem grande dificuldade, para alegria da torcida.


Algo muito estranho havia no Sevilla de Eduardo Berizzo. Poucas vezes se viu uma mudança tão absurda em um espaço de tempo tão curto. Completamente desacreditado, o Sevilla de Vincenzo Montella está na semifinal da Copa do Rei.


Vitolo e Gameiro ficam pelo caminho e verão o Sevilla na Champions e na Copa pela televisão.