Crise do Sevilla demonstra sinais de crescimento do clube

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Oscar Arias e José Castro: caras largas


A sequência de oito jogos sem vencer vivenciada pelo Sevilla neste momento gerou uma crise sem precedentes recentes na história do clube. O estopim da revolta da torcida foi a decisão da Copa do Rei contra o Barcelona. Os mais de 20 mil torcedores que viajaram a Madrid ficaram furiosos com a falta de comprometimento dos jogadores. De fato, poucas vezes o Sevilla envergonhou tanto a sua torcida neste século como nesta partida.


Os protestos começaram já no Wanda Metropolitano, palco da decisão. Foram muitos os momentos de conflito entre torcedores e jogadores, em Madrid e Sevilla. Sobrou também para o presidente do clube, José Castro, e, principalmente, para o diretor de futebol, Oscar Arias. O italiano Montella, por sua vez, viajou para a Itália, concedendo 2 dias de folga ao grupo - algo que aumentou a irritação generalizada.


A reunião do Conselho de Administração, realizada nesta terça-feira, durou mais de 5 horas. Dentro do estádio Ramón Sánchez-Pizjuán, os máximos dirigentes do clube de Nervión se sentiam pressionados. Torcedores, do lado de fora, gritavam e demonstravam sua indignação. Após a reunião, o presidente compareceu a público para declarar que Oscar Arias não seguirá. Por sua vez, Montella, por enquanto, sim.


Principal responsável por coordenar as contratações e com o maior orçamento da história do clube, Oscar Arias não conseguiu resistir à pressão de ser o sucessor de Monchi. Suas principais apostas fracassaram e suas declarações em público causaram um impacto muito negativo. Arias deve voltar a ocupar um espaço secundário, nas estruturas administrativas. Por sua vez, Nomes como Joaquín Caparrós começam a aparecer, como sucessores. Gente com prestígio e respaldo dos sevillistas. 


A crise demonstra o crescimento do clube. Acostumado a disputar finais e a fazer sucesso em competições internacionais, neste século, o Sevilla não admite uma temporada como essa. Mesmo tendo atingido as quartas de final da Champions e a decisão da Copa do rei, a sequência de goleadas sofridas indigna e gera uma sensação de fracasso. Entretanto, em outras épocas, ter atingido essas fases nas competições eliminatórias seria suficiente para contentar o torcedor.


Há um Sevilla grande sendo construído.