O Sevilla não é uma ONG!

Getty Images
Getty Images

Pareja: não dá mais


Apesar de muito elogiada, a administração do futebol do Sevilla cometeu algumas falhas bastante graves, nos últimos anos. Mesmo antes da saída de Monchi, o Sevilla estava se especializando em renovações de contrato absurdas, principalmente de jogadores com "serviços prestados".


Infelizmente, ainda hoje, com o comando de Caparrós, seguem ocorrendo situações similares. Os casos de Nico Pareja e Daniel Carriço são dois dos mais emblemáticos. Jogadores tricampeões da Europa League, os defensores acabaram ganhando uma enorme sobrevida no clube, de maneira exagerada e desnecessária.


Respaldados pelos títulos, os jogadores conseguiram, até certo ponto, manter o respeito e a consideração da torcida. No entanto, a situação dos jogadores ultrapassou qualquer limite, a partir das últimas renovações. Tanto Pareja quanto Carriço não tem mais qualquer condição de render em um futebol de alto nível, de elite, como o Sevilla exige.


O prejuízo é triplo: econômico, esportivo e anímico. A partir de uma perspectiva econômica, são jogadores que geram prejuízo, pois não jogam com regularidade e seguem recebendo seus vencimentos. Esportivamente, não tem mais condições de render, pois são lentos, veteranos, sem ritmo para a máxima exigência. Animicamente, se sentem ainda fortes nos vestiários e deixam o ambiente enrarecido quando não jogam.


Pareja e Carriço são apenas dois exemplos. Existem situações similares (ou ainda piores): Nolito e Ganso são outros casos. Jogadores caros, que não rendem e não tem o menor interesse em sair. A diferença é que nem Nolito nem Ganso carregam os títulos que Pareja e Carriço trazem na bagagem.


Viver em Sevilla é muito bom, mas o Sevilla não é uma ONG. Basta de manter tantos atletas nesses termos. Por mais que o jogador não queira sair, alguma medida deve ser tomada.


O Sevilla não pode ser uma casa de solidariedade ou uma colônia de férias.