O que esperar de André Silva no Sevilla (por uma milanista)

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André Silva, novo reforço


Senhor@s, o atacante André Silva foi contratado pelo Sevilla e... como eu não faço a menor ideia do que esperar desse reforço, pedi ajuda a menina milanista Nathalia Perez (https://twitter.com/nathaliaperez), que traz luz e sabedoria a todos nós com a seguinte análise (obrigado, Nathalia!):



"André Silva foi o sétimo tiro certeiro do Sevilla no mercado de transferências deste verão. O português chega ao clube por empréstimo vindo do Milan, time no qual ele ficou por uma temporada e acabou não se firmando como titular. Na capital andaluza, André Silva tem uma temporada de garantia. O Sevilla terá a opção de comprá-lo em junho de 2019 por um valor que fica entre 35 e 38 milhões de euros caso ele vá bem. Mas, afinal, o que o tuga pode oferecer vestindo a camisa rojiblanca?


Formado nas categorias de base do Porto, o centroavante de 22 anos estreou no time principal do clube português no fim de 2015, depois de quase três anos atuando pela equipe B. Custou um tempo desde sua estreia, ante ao Marítimo, até que ele marcasse seu primeiro gol pelos Dragões. E aí já começava a ficar muito claro que seu papel em campo suplantava o de balançar as redes. Em sua partida de estreia, o Porto foi derrotado pelo Marítimo por 3 a 1 em casa, na Allianz Cup. O único gol dos anfitriões no jogo foi de Aboubakar, nos minutos finais, graças a uma roubada de bola e um passe alto de André.


Isso quer dizer que o português não se prende só aos gols e efetua uma função muito importante como assistente. Além de ter muita presença na área, o novo camisa 12 do Sevilla busca o jogo atrás, cria oportunidades, defende e dá pivô para outros marcarem. Isso tudo ficou muito evidente em sua passagem pelo Porto. Em sua última temporada no Dragão, ele somou 21 gols em 44 partidas jogadas. Também colecionou oito assistências em todos esses jogos.


Já no Milan, sua temporada foi tão frustrante quanto a campanha do time na Serie A e na Europa League. Mas não dá para usá-la de parâmetro para falar sobre seu talento. André é, sim, um jogador muito hábil e que pode ser muito importante. Não foi à toa que foi taxado como herdeiro de Cristiano Ronaldo na seleção portuguesa. Entre os centroavantes que o Milan tinha disponível em 2017/18, ele era a segunda melhor opção. Só perdia (em eficiência x momento) para o também jovem, porém mais do que ele, Cutrone. Mas quem garante que ele não poderia ter sido a primeira?


Ao italiano foram dadas mais chances e confiança do que a André desde o começo por ele ser cria da casa, e, acima disso, por ter se provado na base (ele é artilheiro de todas as categorias juvenis do clube rossonero). O português sequer era visto pelos técnicos como segunda melhor opção para o ataque, sendo banco diversas vezes de Kalinic, que foi a maior decepção da temporada milanista. Não caiu nas graças de nenhum dos dois treinadores com quem trabalhou por lá. Nem Montella e nem de Gattuso.


Em uma temporada pelo Diavolo, o centroavante jogou 40 partidas ao todo, tendo entrado na maioria nos minutos finais. Saiu jogando em 18 oportunidades, e balançou as redes dez vezes. Ele geralmente era mandado ao campo para estancar algum sangramento do Milan na Serie A, e, quando não tinha tanta pressão, também pouco produziu. Com isso, não dá para considerar que a culpa dessa temporada aquém seja dele. Ou ao menos não só dele.


Na seleção, Gonçalo Guedes foi preterido como titular em relação a André tanto na preparação para a Copa do Mundo deste ano quanto no próprio torneio. E isso com razão, já que Gonçalo viveu melhor fase no Valencia em 2017/18 (foi mais regular, apesar de ter feito menos gols) e teve quase o dobro de minutos em campo. Então, a escolha de Fernando Santos, embora contestada, fez sentido pelo momento.


Agora, no Sevilla, André pode reencontrar seu futebol que tanto chamava a atenção no Porto. É bom salientar que ele não chega à Andaluzia com a obrigação de protagonizar o ataque sevillista, com altas expectativas. Até por conta de sua última temporada e por ele ter sido contratado para compor elenco. Mas ele pode, sim, se tornar o protagonista ou um dos. Como também pode ter mais uma temporada à sombra de outros atacantes, dependendo de escolhas técnicas e dos planos para 2018/19".